Nomeação de Schirmer para SSP é publicada no Diário Oficial do RS

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Nomeção publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (Foto: Reprodução/Diário Oficial)

Schirmer deixou a prefeitura de Santa Maria para assumir a pasta estadual.
Ele assumiu sob críticas de diversos setores, mas pediu voto de confiança.

Do G1 RS

Foi publicado do Diário Oficial do estado do Rio Grande do Sul desta quinta-feira (8) a nomeação de Cezar Schirmer como secretário de Segurança. Ele assumiu o posto no lugar de Wantuir Jacini,que deixou a pasta após uma mãe ser morta na frente da filha enquanto esperava o pelo filho mais novo na escola.

Schirmer pede voto de confiança ao assumir a secretaria de Segurança Pública (Foto: Luiz Chaves/Palácio)
Schirmer em sua primeira coletiva de imprensa como SecretárioPública (Foto: Luiz Chaves/Palácio)

Schirmer, que era prefeito de Santa Maria na época do incêndio que matou 242 pessoas na boate Kiss, assumiu o cargo dizendo que sua prioridade será a criação de mais vagas em presídios, como forma de contar a elevação dos índices de criminalidade no estado.

“Precisamos tirar os criminosos das ruas e botá-los na cadeia, é preciso ampliar vagas, é possível em um curto espaço de tempo melhorar os problemas nesta área”, disse após a primeira reunião de trabalho com autoridades na Secretaria de Segurança Pública no dia 2 de setembro.

Antes do anúncio do nome de Schirmer o governador José Ivo Sartori recorreu ao governo federal em busca de ajuda da Força Nacional de Segurança para conter a onda de violência que atinge o Rio Grande do Sul.

As tropas chegaram há uma semana e foram integradas ao efetivo da Brigada Militar na Operação Avante, que realiza blitzes e barreiras com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade.

O anúncio do nome de Schirmer foi muito criticado por familiares de vítimas do incêndio na boate Kiss. Ele era prefeito da cidade na época, e chegou a ser incluído no processo que investiga o caso, mas o inquérito policial foi arquivado pela Justiça no mesmo ano. Em seu primeiro pronunciamento no cargo ele pediu um voto de confiança.

“Queria pedir aos jornalistas e ao povo, que neste momento estão perguntando: ‘mas um político? Um camarada que não entende nada de segurança? Alguém que vivenciou aqueles momentos da boate?'”, disse, referindo-se ao incêndio como “doloroso e trágico”. “Isso ainda me angustia muito, eu vivi toda essa realidade”.

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