Rádio Guaíba: Ugeirm adverte que nova decisão judicial sobre salários cita, pela primeira vez, crime de responsabilidade de Sartori

sartori (1)Para dirigente do sindicato, manutenção de liminar pode servir de base para impeachment do governador

A Ugeirm Sindicato, que representa policiais civis, lembrou hoje que uma decisão judicial semelhante à proferida na segunda-feira passada pelo Tribunal de Justiça, em favor de professores da rede estadual, já havia sido garantida pela entidade, embora até o momento os salários da categoria não tenham sido pagos em dia. O Cpers festejou a manutenção de uma liminar que proíbe o Estado de parcelar salários e exige que os vencimentos sejam depositados de forma integral e em dia para o magistério gaúcho. Fábio Castro, que é dirigente da Ugeirm, adiantou que há cinco meses os policias também tiveram o mérito de um mandado de segurança julgado e, mesmo com uma decisão vetando atrasos salarias, o parcelamento continuou. Ele reconhece, porém, que a decisão que beneficia o Cpers é diferente.

Para Castro, existe um fato novo, que pode responsabilizar diretamente o governador José Ivo Sartori (PMDB). “Há uma grande novidade na interpretação dos desembargadores sobre o pedido do Cpers e, pela primeira vez, é citado o crime de responsabilidade, diferente do que ocorreu conosco. Então, se os professores não receberem em dia no final do mês é possível cogitar o impeachment do governador, mas cabe a Assembleia Legislativa ser protagonista nesse processo”, projetou.

A presidente do Cpers, Helenir Shurer, também sinalizou no mesmo sentido em caso de descumprimento da decisão judicial. “O governador tem que cumprir uma decisão judicial. Por muito menos que isso, caiu uma presidenta neste País. Então, nós vamos buscar todas as possibilidades e não descarto, inclusive, pedir o impeachment do governador”, adverte.

A decisão atinge 110 mil professores entre ativos e inativos. Pelo menos 15 ações similares seguem tramitando no TJ, em benefício de outros servidores.

O governo já anunciou que vai recorrer da decisão. O recurso vai ser elaborado pela Procuradoria-Geral do Estado, que também já confirmou a medida em nota. No Palácio Piratini, a informação é de que o governo reconhece o direito dos professores, mas a situação de crise segue a mesma e falta recursos em caixa para cumprir a medida.

Fonte:Voltaire Porto / Rádio Guaíba

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