Segurança nas escolas: Força-tarefa escolar contra roubos e furtos

Representantes de escolas particulares de Canoas participaram de reunião com órgãos de segurança
Representantes de escolas particulares de Canoas participaram de reunião com órgãos de segurança

Escolas particulares cobram rondas mais ostensivas e abordagens da BM

A morte da representante comercial Cristine Fonseca Fagundes, após um assalto em 25 de agosto na frente do Colégio Dom Bosco, causou comoção não apenas na comunidade escolar de Porto Alegre. Pais, mães e diretores de estabelecimentos de Canoas se mobilizaram para cobrar mais segurança e evitar que mais famílias chorem pela ação de criminosos. Na segunda-feira (26), seis instituições da cidade participaram de café da manhã com o comando do 15ºBPM, Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do RS (Sinepe RS).

Os representantes cobraram mais patrulhamento nos horários de entrada e saída, além da intensificação das abordagens. “O trabalho da BM deve mostrar o peso da autoridade”, defende o diretor de ensino do Instituto Pró-Universidade Canoense (IPUC), Francisco Dequi Filho. “Depois das 18 horas há delegacias fechadas e as abordagens são ocasionais.” Outro ponto de preocupação foi a insegurança de pais de crianças pequenas que precisam levar muito tempo arrumando cadeirinhas e ajeitando pertences antes de seguir viagem. “Os pequenos ficam expostos, é um público delicado, os pais se tornam presas fáceis”, alerta a diretora do Colégio Espírito Santo, Maria Sônia Muller. “Sabemos do baixo efetivo da polícia, mas as escolas devem ser prioridade.” Formalizaram as reivindicações representantes das escolas IPUC, Cristo Redentor, Espírito Santo, La Salle (Centro e Niterói) e Maria Auxiliadora.
Ações do 15ºBPM
Conforme o major Rogério Araújo, que responde pelo 15º BPM, será criada uma patrulha escolar após a formação de 150 alunos-soldados previstos para atuar na cidade. “Imediatamente vamos intensificar o contato das escolas com o comando das companhias”, destaca o oficial. “Vamos promover um ciclo de palestras sobre drogas e violência.” Não foram divulgados números relativos a casos de furto e roubo nas escolas de Canoas.
Ações da Secretaria Municipal de Segurança
De acordo com o secretário Municipal de Segurança e Cidadania, Alberto Kopittke, as escolas particulares serão convidadas a formar uma comissão interna para troca de informações e capacitação. “Terão acesso ao Registro de Ocorrência de Violência Escolar (Roves) que auxiliará no planejamento de ações de combate”, ressalta. “Além de integrarem grupos de WhatsApp, poderá haver integração das escolas com o monitoramento por câmeras da cidade próximas.”
O que dizem dos diretores
Elisa Schuck Medeiros, diretora La Salle Centro
“As escolas particulares não podem assumir a segurança que deve ser feita pelo Poder Público. Precisamos de ações preventivas, de rondas ostensivas.”
Áureo Kerbes, diretor La Salle Niterói
“Os horários de saída e entrada nas escolas são os mais complicados, a presença da polícia vai coibir os delitos.”
Antônio Moraes, coordenador do Maria Auxiliadora
“A Guarda Municipal ajudou bastante a evitar ocorrências na praça em frente. É preciso ser propositivo, pois o crime migra. A sociedade precisa atuar em conjunto.”
Francisco Dequi Filho, diretor de ensino IPUC
“O trabalho da BM deve mostrar o peso da autoridade. Suspeitos devem ser abordados, nas passarelas, ou em bicicletas. Temos que resolver a situação das delegacias fechadas após as 18 horas.”
Maria Karnopp, diretora do Cristo Redentor
“À noite, alunos que deixam os carros em frente tem receito de arrombamentos. Especialmente as mães estão expostas a assaltos. Quem tem criança pequena é obrigado a demorar para sair do carro.”
Maria Sônia Muller, diretora do Espírito Santo
“É preciso uma atenção a este público especial, pais de pequenos que podem ser presa fácil ao sair ou entrar do carro. Sabemos do baixo efetivo, mas as escolas devem ter prioridade.”
Bruno Eizerik, presidente Sinepe RS
“O episódio Dom Bosco na Capital gerou comoção. Sentar à mesa em busca de soluções é importante. Em Porto Alegre, o 9ºBPM faz rondas de moto. Canoas deve também melhorar a iluminação perto das escolas.”

DIÁRIO DE CANOAS

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