Mais de 110 PMs foram mortos de janeiro a setembro nas ruas do RJ

pmrjjPolícia Militar forneceu dados à CPI da Alerj que apura as mortes. Outros 556 policiais foram feridos em serviço ou na hora da folga.

Do G1 Rio

Nos nove primeiros meses de 2016, 114 policiais militares foram mortos no Rio de Janeiro. A maioria durante o horário de folga. Outros 556 foram baleados e sobreviveram. Os dados foram apresentados nesta quinta (20) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que apura as causas de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública no Estado. Os dados são da Polícia Militar.

“A tragédia é muito maior do que se pensava e a reunião de hoje era para promover um debate que englobe a família do policial, para que haja compreensão e para que possamos juntos discutir as causas”, disse o presidente da CPI, o deputado estadual Paulo Ramos (Psol). De acordo com o deputado, é a primeira vez que a Polícia Militar envia uma planilha atualizada sobre o tema.

De acordo com o subsecretário de Educação, Valorização e Prevenção da Secretaria de Segurança do Rio, Pehkx Jones Gomes da Silveira um estudo foi iniciado no âmbito da Polícia Militar para entender por que os policiais tem sido alvo de ataques em diferentes pontos do Rio.

Segundo Jones a ideia é tentar uma solução definitiva para o problema. Para isso, ele sugere a criação de um grupo de trabalho específico para cuidar do tema. O caso foi encaminhado para análise do novo secretário de Segurança, Roberto Sá, que tomou posse nesta semana.

O Chefe do Estado Maior da PM, coronel Cláudio Lima Freire apresentou os dados à CPI. Segundo ele, a corporação tem iniciativas como o “Percurso Seguro”, na tentativa de reduzir ataques aos policiais quando eles deixam os plantões nos quartéis.

“É mais uma ferramenta voltada para diminuir a vitimização do policial. A nova política de segurança, de 2007 para cá, tem o objetivo de reduzir delitos, gerando benefício financeiro para o PM. Isso ajuda no controle das mortes em serviço”, disse o coronel Lima Freire.

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