Ministro da Justiça anuncia plano conjunto com estados para novembro

Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, falou sobre propostas da segurança pública em Gramado (Foto: Ministério da Justiça e Cidadania/Divulgação)
Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, falou sobre propostas da segurança pública em Gramado (Foto: Ministério da Justiça e Cidadania/Divulgação)

Alexandre de Moraes participou de evento em Gramado, na Serra gaúcha.
Prioridade será homicídios, violência doméstica e crimes transacionais.

Do G1 RS

Durante um encontro entre secretários da segurança pública, realizado nesta quinta-feira (6) em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou que está elaborando um plano, em conjunto com os estados, que será apresentado em novembro. Ele destacou três pontos prioritários do programa: o combate a homicídios, violência doméstica e aos crimes transacionais, como tráfico de armas e de drogas.

Não é possível conviver com mais de 50 mil homicídios por ano, com o violência doméstica que gera grande parcela dos feminicídios, e com as fronteiras abertas como estão”
Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes

“O governo federal não tinha essa visão de que é necessário trabalhar em conjunto. Nós temos essa visão. Desde a primeira reunião, nós expusemos o novo plano que estamos elaborando de combate homicídios, violência doméstica e aos crimes transacionais, tráfico de armas e tráfico de drogas”, analisou o ministro. Ele abriu a 63ª Reunião do Colégio Nacional de Secretários Estaduais de Segurança Pública (Consesp).

“São chagas brasileiras, porque não é possível conviver com mais de 50 mil homicídios por ano, com a violência doméstica que gera grande parcela dos feminicídios, e com as fronteiras abertas como estão. Esses três pontos são as nossas prioridades”, completou Alexandre de Moraes, que pretende apresentar detalhes do programa até meados de novembro. Uma nova reunião entre representantes do setor está marcada para o fim do mês, quando o plano deve ser concluído.

O ministro não quis adiantar nenhuma medida, mas afirmou que não deve haver cortes no orçamento da pasta. “Apesar de toda essa dificuldade orçamentária em virtude da queda abrupta na arrecadação, o Ministério da Justiça deve ficar com o mesmo orçamento”, ponderou.

“Mas internamente nós deslocamos grande parte do recurso de outros locais para a SENASP [Secretaria Nacional de Segurança Pública], para que nós possamos, a partir de janeiro do ano que vem, contar todos os meses com 7 mil policiais na Força Nacional. Tradicionalmente se tem entre 800 e 1.100 homens por mês. E com esses homens fazendo operações em conjunto, nós vamos dar uma resposta importante”, acrescentou.

Ao todo, 21 secretários da segurança pública do país participaram do encontro. Também estiveram presentes servidores do Poder Judiciário, Polícia Federal, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, e outros representantes do setor.

Em paralelo ao encontro dos secretários, ocorre a 6ª edição do Fórum de Tecnologia e Inovação na Segurança Pública. O evento segue nesta sexta (7).

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