“No Brasil, caem seis Torres gêmeas por ano”, diz secretário de Segurança do Rio em Gramado

thumbSecretário de Segurança do RJ reclama da indiferença diante do alarmante dado de 60 mil mortos 

Por: Pioneiro

A falta de uma política de segurança pública no Rio Grande do Sul foi um dos principais problemas apontados pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, durante o 6º Fórum de Tecnologia e Inovação na Segurança Pública, que ocorre paralelamente a Reunião Ordinária do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, em Gramado.

Natural de Santa Maria, Beltrame já foi cogitado mais de uma vez para assumir a Secretaria de Segurança do Estado. Durante o fórum, ele cobrou uma política pública clara e aberta a toda a população e disse que, caso estivesse trabalhando na pasta, agiria para mostrar à sociedade que a situação enfrentada pelo Rio Grande do Sul é difícil, mas que com um plano pode ser amenizada.

— A primeira coisa que se tem de fazer, seja pelo governador ou pelo secretário que chegar, é um diagnóstico e mostrar um plano para a sociedade. Mostrar a situação em que a sociedade se encontra, que a situação é difícil, mas que há um plano. Quando cheguei no Rio de Janeiro, nós tínhamos 41 homicídios para cada 100 mil pessoas. Hoje, nós temos 19. Era uma situação muito difícil. Mas apresentamos um plano.

O secretário reclamou ainda da indiferença diante do alarmante dado de 60 mil mortos por ano no Brasil. Para comparar, Beltrame lembrou a tragédia ocorrida no World Trade Center, nos Estados Unidos, em 2011, que causou comoção no mundo inteiro.

— No Brasil, caem seis Torres Gêmeas por ano. O dado brasileiro é seis vezes maior e não há uma mobilização para mudar.

Segundo Beltrame, o problema da violência surgiu ainda na elaboração da Constituição.

— Segurança era sinônimo de autoritarismo e por isso foi evitado. Hoje, 30 anos depois, é primeiro lugar nos discursos dos candidatos (nas eleições).

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