Rádio Guaíba: Ameças de presos fazem Polícia definir limites de superlotação em carceragens da Capital e região Metropolitana

14227706Impasse decorre da falta de vagas no sistema prisional

Após o registro de presos retidos por mais de 40 horas em viaturas da Brigada Militar em função da falta de vagas no sistema carcerário gaúcho, a Polícia confirmou, nesta segunda-feira, que foi estabelecido um “teto” para o confinamento de presos em delegacias gaúchas. Esse processo é parte do efeito-cascata desencadeado pelo impasse, que se arrasta há meses. Conforme o delegado Marco Antônio de Souza, responsável pelas carceragens em delegacias na Capital, o estabelecimento de um limite visa garantir a segurança dos apenados e servidores.

De acordo com Souza, os espaços não são adequados para pernoite, muito menos para receber vários presos durante semanas. Desse modo, a situação de desconforto gera revolta entre os presos, que já ameaçaram agredir ou matar presos mais recentes, devido à superlotação. O delegado salienta, no entanto, que não existe um limite máximo ou mínimo, já que “as delegacias não deveriam receber preso algum por tanto tempo”.

Essa lotação também é variável de acordo com a situação observada em cada local. Significa dizer que um espaço que pode comportar extraordinariamente 20 presos pode ser interditado com dez, caso se verifique perigo iminente. Brigas entre facções rivais também podem motivar a redução ou remoção de presos.

O delegado garantiu que, nesta segunda-feira, não há apenados em carros da Brigada Militar, mas confirmou 28 presos em delegacias apenas em Porto Alegre. A Susepe confirmou outros 30 em unidades da região Metropolitana.

Fonte:Ananda Müller/Rádio Guaíba

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