RJ atinge marca de 89 policiais mortos e 270 baleados em 2016

PM foi morto na Quinta da Boa Vista com tiro na cabeça e no peito.
Um policial militar foi morto também na noite de sábado (8) em Nilópolis.

Do G1 Rio

Desde o começo do ano, 89 policiais foram mortos no Estado do Rio de Janeiro. Duzentos e setenta foram baleados. Os dados são de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa (Alerj) que investiga o assunto, como mostrou o RJTV.

O soldado Filippe Pires Moreira, da UPP Cidade de Deus, morreu após ser baleado na cabeça na tarde de domingo (9) na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

O militar foi atingido por três disparos próximo a uma das entradas do parque. Os autores, segundo nota da Polícia Militar, foram três homens em bicicletas, que fugiram em direção à comunidade da Mangueira, mas dois deles acabaram presos em uma das entradas da comunidade e encaminhados à 17ª DP (São Cristóvão).

Em seguida, os suspeitos foram levados para a Central de Garantias da Polícia Civil, no Jacaré, também na Zona Norte. Filippe estava há três anos na corporação, era solteiro e não tinha filhos.

Mais cedo, o soldado foi socorrido já em estado grave de saúde para o Hospital Central da corporação, no Estácio, com pelo menos um tiro na cabeça e outro no tórax, segundo nota da Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

Um policial militar foi morto também na noite de sábado (8) em Nilópolis, na Baixada Fluminense. De acordo com o comando do 20º Batalhão (Mesquita), o subtenente Paulo Roberto Oliveira da Costa, de 42 anos, estava no interior de um bar, na Rua Dona Vicentina, no bairro Olinda, quando foi surpreendido por criminosos armados que atiraram contra ele.
O policial foi socorrido ao Posto de Atendimento Médico (PAM) de São João de Meriti, mas faleceu. O agente estava na corporação há 22 anos e atualmente trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier. O militar era casado e tinha dois filhos adolescentes.

Um segundo homem, de 36 anos, que estava no local também foi atingido pelos tiros. A segunda vítima foi socorrida para o Hospital Geral de Saracuruna. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), da Polícia Civil, investiga o caso.

Além dos dois mortos, o sargento Henrique dos Santos Andrelino estava em um bar na Vila Rosali, em São João de Meriti. Criminosos passaram atirando e pelo menos três disparos acertaram o policial militar, que está internado no Hospital Adão Pereira Nunes. Outras três pessoas também se machucaram no ataque.

A Região Metropolitana do Rio teve um fim de semana de violência e registrou pelo menos nove mortos durante o último sábado (8) e domingo (9). Em casos registrados em vários pontos da cidade, as vítimas vão desde uma idosa na Praça Secax até um padre morto a facadas na Via Light, em Nova Iguaçux, na Região Metropolitana.

Idosa morre na Praça Seca
Uma idosa morreu após ser atingida por uma bala perdida na Praça Seca durante um tiroteio na Comunidade do Morro do Barão. De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação entrou na comunidade para reprimir um baile funk previsto para ocorrer na comunidade e foi recebida a tiros. Maria Joaquina foi atendida pelos próprios policiais e levada ao Hospital Carlos Chagas, mas não resistiu aos ferimentos. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil investiga o caso.

Morte na Lapa
No fim da noite de sábado (8), uma briga na Lapa deixou um morto e um ferido. Após uma discussão na Rua André Cavancanti, altura do número 130, um homem sacou a arma e disparou, matando Raimundo Nonato Tavares, de 34 anos.

Um amigo da vítima, que presenciou a ação, identificou o atirador, identificado como Ellinton Teixeira da Silva, 39 anos. Ellinton correu pelas ruas da Lapa ensanguentado até ser detido por agentes da operação Lapa Presente. Ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

Quatro suspeitos mortos no Estácio
Na manhã do domingo (9), durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), no Morro de São Carlos, no Estácio, deixou quatro suspeitos mortos, após troca de tiros.

De acordo com a polícia, as vítimas chegaram a ser socorridas no Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiram aos ferimentos. Em nota, a Delegacia de Homicídio (DH) informou que está investigando o caso.

Os militares encontraram os feridos após uma troca de tiros e informaram que com os homens foram apreendidos um fuzil modelo AK-47, três pistolas, carregadores de armas, munição e quase dois quilos de pó branco embalados.

Segundo informações da PM, a operação deste domingo foi para dar “continuidade às ações desenvolvidoas pelo Comando de Operações Especiais, da Polícia Civil”.

A identidade dos baleados não foi divulgada pela Polícia Militar. De acordo com a corporação, os baleados foram encontrados depois de uma incursão no Conjunto de Favelas do São Carlos.

Padre assassinado
O padre Francisco Carlos Barbosa Tenório, 38 anos, da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi encontrado morto na manhã deste domingo (9) na região conhecida como Via Light, localizada no mesmo bairro.

Ao G1, o diácono da igreja Gilmar Pereira dos Santos, confirmou que o padre tinha duas marcas de facadas, uma no ombro e outra no peito. O carro que ele dirigia, um Gol prata ano 2010, documentos e telefone celular ainda não foram encontrados.

De acordo com o diácono, o padre morava na igreja e saiu sozinho por volta das 19h deste sábado (8) para participar da festa de aniversário de um afilhado, no bairro Lote XV, em Belford Roxo.  Ele teria saída da festa por volta das 22h40 dizendo que precisava chegar cedo porque tinha uma missa para rezar na manhã deste domingo. Segundo testemunhas, ele vestia roupas comuns.

“Ele sempre me avisava quando não podia rezar a missa porque eu o substituía. Ele não chegou e eu não vi o carro parado. Fiz a missa das 7h30, mas estava preocupado. Depois, começamos a procurar até que uma amiga o reconheceu no Hospital da Posse”, disse Gilmar.

Segundo a paróquia, o corpo do padre foi reconhecido por representantes da igreja. Eles também fizeram registro da ocorrência na delegacia. No entanto, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense informou que ainda não tomou ciência do caso.

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