Hospital de Brigada Militar de Santa Maria corre o risco de fechar bloco cirúrgico

21847057Unidade tenta manter equipamento e reabrir bloco que poderia estar realizando 12 cirurgias por dia

Diário de Santa Maria

O Hospital da Brigada Militar de Santa Maria (HBM) recebeu, nesta segunda-feira, um documento do Departamento de Saúde do Comando da BM no Estado, determinando a transferência de um equipamento que, se efetivada, representará o fechamento definitivo do bloco cirúrgico do hospital.

O aparelho é um arco cirúrgico, que custa em torno de R$ 600 mil. A alegação do comando é de que o equipamento está ocioso, já que, por falta de um anestesista, o bloco cirúrgico do HBM não funciona desde o início deste ano.

A ordem preocupou a Associação Beneficente Antônio Mandes Filho (Abamf), que representa os servidores da corporação, a direção do hospital local e o próprio Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) Central, que se já manifestaram junto ao comando da BM no Estado pela permanência do aparelho em Santa Maria.

A justificativa dos órgãos locais é de que o bloco não pode perder o equipamento no momento em que o contrato emergencial de um anestesista está prestes a sair. Ao contrário, hospital, comando e associação defendem a reabertura do bloco que, operando normalmente, tem capacidade de realizar 12 cirurgias de baixa e média complexidade por dia para brigadianos e usuários civis do IPE da Região Central e da Fronteira Oeste.

– Santa Maria não quer perder o que foi conquistado ao longo dos anos – disse o comandante regional do CRPO, coronel Worney Mendonça.

Por enquanto, as pessoas que procuram o HBM para cirurgias são encaminhados ao Hospital de Caridade, causando um efeito cascata de acúmulo de pacientes.

– Não trabalhamos com a hipótese de fechamento do hospital e tentamos reverter o envio do equipamento para Porto Alegre _ falou o diretor do HBM, major Ilvair Vianna de Souza.

O major lembra ainda que a determinação vem na contramão da expectativa do HBM que tem projeto em andamento no Departamento de Obras em Porto Alegre para criação de uma CTI.

A Abamf tem reunião com a direção do hospital no final desta manhã para elucidar o caso.

_ Não se trata só da transferência de equipamentos, mas, do fechamento do hospital de Santa Maria, ficando somente o hospital da Brigada em Porto Alegre _ teme o presidente da Abamf, João Corrêa.

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