NOVO HAMBURGO: Bombeiros da região trabalham com metade do efetivo necessário ( VÍDEO )

Efetivo previsto era de 452 homens, mas condição atual é de somente 212

Uma ocorrência e muito polêmica em Novo Hamburgo. A reclamação de moradores sobre a dificuldade de conseguir falar por telefone com o Corpo de Bombeiros durante um incêndio em uma casa no bairro Jardim Mauá, no último domingo, levantou questionamentos sobre a defasagem do efetivo no Município. Na ocasião, familiares de um morador da casa ao lado da que estava em chamas chegaram a ir de carro ao quartel atrás do socorro. O comandante da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Novo Hamburgo, capitão Alexandre Sório Nunes, explica que hoje trabalham 28 bombeiros na corporação hamburguense.

“Há defasagem de efetivo, mas somos privilegiados pela proximidade de vários quartéis. Com esse apoio constante, temos um tempo de resposta que é destaque no Estado. O que aconteceu nessa ocorrência foi que quando a pessoa que chegou no quartel os bombeiros já estavam atendendo a ocorrência. Naquele dia, o pessoal retornou de uma ocorrência e já saiu para esse atendimento. Sou morador de Novo Hamburgo, minha família está aqui e tenho o maior interesse que o bombeiro atenda bem essa comunidade”, destaca o capitão. Em relação à dificuldade durante a ligação, ele esclarece que várias ligações foram feitas ao mesmo tempo, o que causou congestionamento na linha no domingo.
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Efetivo
Sobre a Operação Golfinho, a previsão é de que um ou dois bombeiros do Município trabalhem no litoral. Por enquanto, Novo Hamburgo conta apenas com bombeiros militares, mas a corporação já tem projeto para atuar também com bombeiros voluntários. No entanto, isto depende de decisão do comando estadual.
Defasagem de 52% no número de agentes
De acordo com o comandante do 2º Batalhão de Bombeiro Militar, tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho, 212 agentes atuam nas 13 cidades de responsabilidade da unidade. Número que representa uma defasagem de 52%. “O efetivo previsto é de 452 para atuar em São Leopoldo, Portão, Novo Hamburgo, Ivoti, Estância Velha, Taquari, Sapiranga, Parobé, Taquara, Dois Irmãos, Montenegro, Campo Bom e Sapucaia do Sul”, explica.
A explicação dada por ele é a falta de ingresso de novos bombeiros. Agora, uma nova turma está em formação, com previsão de término no dia 2 de julho de 2017. Vinte e cinco alunos estão no quartel leopoldense para aprender as técnicas da profissão: “A expectativa é de que pelo menos 25 permaneçam conosco. Eles serão distribuídos para as unidades da região. O Estado fará um estudo para destinação desses novos soldados”, afirma. Para Daniel, a região é privilegiada pela política de gestão implantada e a participação dos municípios e voluntários.
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Confira a situação pela região
Campo Bom
A corporação, coordenada pelo sargento Gildo Machado, é mista, composta por 15 militares e 35 voluntários. Por turno, são mantidos na seção de socorro três militares e pelo menos dois voluntários, que fazem escala. “Buscamos fazer um bom trabalho até para incentivar a vinda de mais voluntários”, explica o sargento. No grupamento, há dois caminhões-tanque e uma viatura de resgate, todos dirigidos por militares. A previsão é de que três dos 15 militares sigam para o litoral durante a Operação Golfinho, e a expectativa é de que mais horas extras sejam liberadas pelo governo estadual para cobrir a brecha.
Dois Irmãos
O grupamento, sob liderança do sargento Edson Domingues Mendes, conta com 12 militares e 20 voluntários, sendo que cada turno é fechado com três militares e o apoio de um voluntário. Esta equipe é responsável por cobrir Dois Irmãos, Morro Reuter e Santa Maria do Herval, sendo que a previsão é de que quatro militares sigam para a Operação Golfinho este ano. “É muito complicado, especialmente no verão, quando aumenta o número de ocorrências. Além de incêndios, sobe a quantidade de acidentes nas rodovias com mais idas à praia e festas”, destaca o sargento. O grupamento conta com dois caminhões ABT (auto bomba tanque), uma viatura resgate, camionete picape, viatura leve e motocicleta.
Estância Velha
O tenente Ilberto Gonçalves Parker atua no comando dos pelotões de Estância Velha e Ivoti, que fazem trabalho conjunto na região. Em Estância, são 12 militares e 37 voluntários, em turnos com, no mínimo, dois integrantes de cada. A corporação conta com três caminhões de combate a incêndios, duas viaturas e mais uma que aguarda manutenção. “No geral, o atendimento consegue suprir a demanda, apoiamos bastante Novo Hamburgo, acho que o que fica aquém é a parte de prevenção de incêndios, que são análises, vistorias e o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI), pois a prioridade é sempre o combate”, ressalta. Ainda não há confirmação se algum militar seguirá para a Operação Golfinho neste ano.
Ivoti
Também sob o comando do tenente Parker, o grupamento inaugurado em julho deste ano atende Ivoti, Lindolfo Collor e Presidente Lucena. Com foco no trabalho de combate, atuam seis militares, seis funcionários municipais (motoristas, telefonistas e no trabalho em campo) e mais 32 bombeiros voluntários. Cada turno conta com, pelo menos, um militar, um funcionário municipal e dois voluntários. O quartel conta com dois caminhões-tanque e uma viatura leve; não há a parte de resgate.
São Leopoldo
Atualmente, 40 militares atuam no quartel do Corpo de Bombeiros de São Leopoldo. De acordo com o comandante do 2o Batalhão de Bombeiro Militar, tenente-coronel Carlos Daniel Schultz Coelho, o número é abaixo do ideal, mas, com gestão, isso não interfere no atendimento das ocorrências. “É claro que precisamos de efetivo, mas todas as demandas que temos estão sendo atendidas pela nossa equipe, que é dedicada e qualificada”, garante. Segundo ele, as guarnições são compostas por quatro ou cinco pessoas, de maneira estratégica. Daniel explica que não há voluntários no município porque as sedes das companhias administram e prestam apoio aos demais, prestam serviços com profissionais “unicamente militares”. Agora, quando o assunto é equipamento, não há queixas. “Estamos com excelente infraestrutura, não apenas em São Leopoldo, mas em toda região do comando. As viaturas estão em dia”, destaca.
São Sebastião do Caí
O comandante Anderson Jociel da Rosa coordena uma equipe de 44 bombeiros voluntários que atuam em ocorrências em São Sebastião do Caí e Pareci Novo. Pelo menos 4 bombeiros atuam em cada turno. A unidade conta com quatro ambulâncias, dois caminhões-tanque, duas camionetes, três viaturas leves e uma embarcação aquática. “Temos um modelo fenomenal, que supre tranquilamente toda a demanda, sempre com o apoio da prefeitura e da comunidade”, explica o comandante, que é também diretor administrativo da Associação dos Bombeiros Voluntários do Rio Grande do Sul (Voluntersul). Ele acrescenta que, hoje, no Estado, são 42 as corporações voluntárias e 1.042 pessoas atuando em 95 cidades. No Vale do Caí, os bombeiros voluntários também estão presentes em Harmonia, Bom Princípio, São Vendelino, São José do Hortêncio, Feliz e o grupamento que une Salvador do Sul e São Pedro da Serra.
Sapiranga
O grupamento comandado pelo tenente Luis Jatair Rodrigues Vargas atende, além de Sapiranga, as cidades de Nova Hartz e Araricá e conta com 21 militares, sendo que cada turno conta com três a quatro homens. Estão disponíveis três caminhões-tanque, uma camionete, ambulância e duas viaturas de resgate. “O maior problema é sempre a defasagem no efetivo, esperamos que mais militares sejam designados pra cá e aguardamos o aporte maior de horas extras ou algum apoio externo neste verão, pois a previsão é de que sete militares sigam para a Golfinho”, explica o tenente.
Taquara
Os bombeiros de Taquara, coordenados pelo capitão Deoclides Silva da Rosa, ainda precisam ficar atentos às ocorrências em Igrejinha, Três Coroas, Rolante e Riozinho. São 21 militares e cerca de 4 trabalham em cada turno. “Já temos uma defasagem de 55% em efetivo e a expectativa é de que seja liberada a hora extra após o deslocamento dos militares para a Operação Golfinho”, explica o capitão. A corporação é bem equipada, com oito caminhões-tanque, uma ambulância, cinco viaturas de prevenção e uma camionete para ação em mato. Ainda segundo o capitão, os bombeiros aguardam equipamentos em um caminhão doado pela Câmara de Vereadores em 2013, o que deve ocorrer no próximo ano.
JORNAL NH

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