Serviço dos bombeiros fica comprometido em Esteio por falta de efetivo

Apenas telefonista ficou no prédio nas madrugadas de sábado e domingo | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP
Apenas telefonista ficou no prédio nas madrugadas de sábado e domingo | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

Falta de efetivo está fazendo a corporação fechar temporariamente quartéis da região

Mais um quartel do Corpo de Bombeiros da Região Metropolitana está sentindo os reflexos da falta de efetivo no setor da segurança pública. No final de semana (durante as madrugadas de sábado e domingo) o quartel de Esteio permaneceu fechado por 12 horas em virtude da falta de servidores para atender ocorrências externas.

O comandante da unidade, sargento Álvaro do Nascimento, confirmou que das 20h às 8h, apenas o telefonista ficou dentro da corporação fazendo serviço administrativo. “Muitos colegas se aposentaram e outros foram transferidos. Em 2015, éramos 26. Hoje, somos 17 militares. Precisamos de incremento no efetivo. A situação está complicada”, disse Nascimento, destacando ser “bem provável que em novembro o fechamento volte a acontecer.”

Entre chamados de acidentes e incêndios, a equipe costuma atender três ou quatro ocorrências por dia. “Temos rodovias extremamente perigosas, ainda mais aos finais de semana, quando a probabilidade de ocorrer um acidente é maior. Sem falar na quantidade de empresas petroquímicas, refinarias e outras tantas com alto risco que estão sediadas aqui”, desabafa a protetora de animais Dina Terezinha da Silva Vicente, 44 anos, que, como outros moradores, está revoltada com a situação.

O titular do Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel Adriano Krukoski Ferreira, disse que infelizmente situações como a que aconteceu em Esteio vêm se repetindo com frequência. “E a tendência é piorar, pois em dezembro parte do efetivo migra para o Litoral para compor a Operação Golfinho.”

Segundo ele, quando um quartel é obrigado a fechar, a unidade da cidade vizinha dá apoio. “Neste caso, Sapucaia do Sul.”

Krukoski afirma que atualmente há 46 soldados em formação e no próximo dia 16 de novembro outros 260 alunos iniciarão o curso de bombeiro. “Estes, no final do treinamento, que tem duração de 6 meses, serão distribuídos nos 128 quartéis espalhados em 98 cidades do Estado. Nossa defasagem de pessoal chega a 54%”, avalia o comandante.

Fonte:Correio do Povo

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