RJ: Governo do Rio projeta janeiro tenso por provável atraso no pagamento da Segurança

Servidor vestido de Papai Noel em protesto contra a falta de pagamento e o atraso dos salários Foto: Marcio Alves / Marcio Alves/

Nelson Lima Neto EXTRA

Enquanto os servidores estaduais se desesperaram pela falta de dinheiro, entre os membros do governo do Rio o que se fala após o anúncio do novo calendário de pagamento é sobre o que será feito em janeiro. Já é certo que o Estado vai atrasar os vencimentos de dezembro, que deveriam ser quitados até o dia 13 de janeiro, 10º dia útil do mês. O problema é que o parcelamento dos vencimentos de novembro só termina no dia 17 de janeiro.

— Até aqui, a Educação e a Segurança Pública estavam recebendo de forma integral e perto do 10º dia útil. Isso não vai mais acontecer. Esses servidores já vão ter que enfrentar o atraso — disse um membro da cúpula do governo.

A maior preocupação é sobre os servidores da Segurança Pública — policiais militares e civis, bombeiros e agentes penitenciários. Eles são tidos como prioridade pelo governo, mas deixarão de receber próximo ao 10º dia útil em função do calendário de novembro. Por ora, todos no governo são unânimes em dizer que o pagamento de dezembro só irá começar quando novembro for quitado. Enquanto isso não ocorre, não há previsão sobre os salários de dezembro.

O natal da tristeza

O drama vivido pelos servidores comoveu até “Papai Noel”. Em um dos atos que aconteceram durante a semana, o técnico de nível superior da Universidade do Norte Fluminense (Uenf) José Paccelli Rocha usou a fantasia do Bom Velhinho para retratar o momento dos funcionários.

— O que vi foram pessoas abatidas, desesperadas e ao mesmo tempo indignadas, algumas chorando pela situação que estão vivenciando com sua família — disse o servidor.

“Papai Noel” deixou um recado para cada servidor:

— Em primeiro lugar, não perca a esperança.

Policiais militares farão assembleia neste sábado. Polícia Civil já votou por paralisação

Nelson Lima Neto
Neste sábado, às 10h, no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte do Rio, haverá assembleia extraordinária que reunirá ativos, aposentados e pensionistas da Polícia Militar. O encontro foi convocado pelo grupo SOS Polícia. Estará em discussão como a categoria vai se portar diante do parcelamento dos salários de boa parte do funcionalismo (no caso da Polícia Militar, os pensionistas serão afetados).

— Queremos tratar de todos os assuntos que estão envolvendo os servidores militares. O governo fez uma proposta à Segurança e vamos colocar isso em discussão — disse o tenente reformado Nilton da Silva.

Já os servidores da Polícia Civil votaram, na última quinta-feira, pela paralisação das atividades da categoria na próxima terça-feira, dia 20 de dezembro. A paralisação será das 8h às 20h, e atingirá todas as unidades pelo Estado. Haverá o atendimento mínimo nas delegacias, como ocorrências por violência ou grave ameaça, remoção de cadáver e situações de flagranciais.

Os líderes da Coligação dos Policiais Civis informaram que, mesmo que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) não vote os projetos que afetam os servidores, haverá passeata dos policiais e ato em frente à assembleia.

 

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