Piratini conta com apoio do Ministério da Fazenda para aprovar pacote de ajuste fiscal

Luiz Augusto Kern CORREIO DO POVO

O governo José Ivo Sartori (PMDB), que já está negociando com o técnicos do Tesouro Nacional os ajustes necessários para que o Rio Grande do Sul receba socorro federal na forma de um prolongamento do pagamento da dívida com a União, conta com a pressão do Ministério da Fazenda para aprovar, na Assembleia, as PECs que propõem a venda da CEEE, da Sulgás e da CRM em fevereiro.

Esta é uma das razões, além das viagens de parlamentares, que levaram o Piratini a desistir de realizar uma convocação extraordinária em janeiro, conforme a coluna antecipou na semana passada. A estratégia do governo é esperar que o ministro Henrique Meirelles conclua o acordo com o Rio de Janeiro e abra o debate com o Rio Grande do Sul (RS). A partir daí, ficaria claro que o acerto com a União só acontecerá se as contrapartidas, no caso a venda de estatais, forem aprovadas pelos deputados.

O discurso do governo, de qualquer forma, está garantido: se aprovados os projetos, as medidas garantiriam o futuro do RS. Caso contrário, os deputados arcarão com o peso político de eventual negativa de acordo com a União.

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