Depois de anúncio de acordo, mulheres de PMs seguem com bloqueios de quartéis no ES

Acerto para que os policiais voltassem ao trabalho às 7h deste sábado foi anunciado na noite de sexta-feira, mas, ao amanhecer, mulheres de PMs decidiram seguir com o movimento

Por: Guilherme Mazui – Vitória (ES) ZERO HORA

Depois de o governo do Espírito anunciar um acordo para que os policiais militares voltassem ao trabalho às 7h deste sábado, as mulheres dos PMs não saíram da frente dos batalhões. Elas garantem que o movimento que reivindica reposição salarial não terminou.

— Não houve acordo — resumiu Ordilene Martins, esposa de um PM.

Na manhã deste sábado, os três acampamentos na volta do quartel do Comando Geral da PM, em Vitória, seguem com esposas e filhas de policiais sentadas em cadeiras e debaixo de toldos. Os piquetes impedem a saída de viaturas e homens fardados. Até o momento, não há prazo o fim da greve que já dura uma semana.
O governo do Estado e quatro associações da PM comunicaram na sexta-feira o acordo para encerrar a paralisação, considerada um motim. Pelos termos negociados, os policiais que retomassem o trabalho até as 7h não sofreriam punições administrativas. Já no caso dos 703 PMs indiciados por revolta, os processos seguiriam.

A proposta também não previa a reposição salarial de 47% para a PM, pleito das mulheres. O governo se comprometeu a discutir ao final de abril a possibilidade de aumento, desde que haja margem para o investimento sem desrespeitar a lei de responsabilidade fiscal. De fora do acordo costurado na sexta, as mulheres criticaram a posição das associações.

— Eles não representam as esposas dos policiais — afirma uma das participantes do movimento.

— O governador (Paulo Hartung) que venha conversar com a gente. Vamos esperar um ou dois meses se for preciso — disse Carmen Pesse, esposa de um PM.

O governo capixaba ainda não se posicionou sobre o descumprimento do prazo. Uma reunião está prevista na residência oficial do governador, em Vila Velha. Neste sábado, virão à região metropolitana de Vitória o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é uma comitiva de ministros: Defesa (Raul Jungmann), Gabinete de Segurança Institucional (general Sergio Etchegoyen), Secretaria de Governo (Antonio Imbassahy) e Justiça (José Levi, interino).

Mulheres dos policiais se postaram em frente ao quartel na manhã deste sábadoFoto: Guilherme Mazui / Agência RBS

Desde o início do motim dos policiais militares capixabas, os crimes aumentaram. Foram 10 mortes só na sexta-feira, e o mês de fevereiro acumula 127 homicídios — no mesmo período do ano passado, foram 122, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo.

1 Comentário

  1. O ACORDO DELES…É MAIS UMA ENROLAÇÃO…EMBRULHO, PARA NÃO PAGAR!

    QUEM PAGA É O POVO O DINHEIRO NÃO É DELES….

    CONTINUEM BRAVAS MULHERES!…APOIAREM SEUS FAMILIARES…E SEREM APOIADAS POR ELES..

    A COOPERAÇÃO E A AMIZADE VENCE SEMPRE !!!

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