RJ: Familiares de policiais militares ocupam entrada do batalhão de Volta Redonda

Familiares de PMs acampam na porta do 28°BPM (Volta Redonda) – Paulo Dimas

O Globo

VOLTA REDONDA – Mulheres de policiais militares deram início na noite desta quinta-feira, por volta das 20h, a uma ocupação na frente do 28º BPM (Volta Redonda), localizado no bairro Voldac. Elas reivindicam melhorias nas condições de trabalho, o pagamento do 13°, e o salário de janeiro – que deverá ser pago na terça-feira. O policiamento na cidade, no entanto, permanece normal. A intenção é impedir que os maridos saiam do batalhão para o patrulhamento de rotina.

Vanessa Lisboa Mauro Magalhães, de 40 anos, que é viúva de bombeiro e pensionista do estado, está no local. Ela decidiu participar do ato porque está sem pagamento.

— Durante uma reunião que realizamos, tratamos de como iríamos agir. Esposas de PMs que trabalham em Angra dos Reis, Barra do Piraí, Resende e Três Rios participaram desse encontro. Elas farão a manifestação em suas cidades — afirmou Vanessa.

O comandante do 33º BPM (Angra dos Reis), tenente-coronel Luiz Cláudio Regis, disse que fará de tudo para conscientizar os policiais que uma manifestação desse tipo poderá ser prejudicial à segurança da população, principalmente no Rio, estado com altos índices de criminalidade. O militar admitiu que é uma situação complicada.

Regis e o comandante do 28º BPM (Volta Redonda), tenente-coronel Damião Luiz Portella, disseram que, por eles, seus quartéis funcionarão normalmente nesta sexta-feira. Segundo Portella, a informação é de que a manifestação seria realizada apenas pelas esposas dos policiais lotados nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que moram no Sul Fluminense.

— Posso garantir que vamos trabalhar normalmente porque nosso compromisso é com segurança da sociedade e nunca vamos deixar de apoiá-la. Caso tentem impedir o nosso trabalho, vou tentar negociar com os manifestantes — disse Portella.

Mulheres e parentes disseram que Portella mandou que elas saíssem da frente do portão de entrada do quartel, mas o pedido não foi atendido. Segundo Vanessa, mesmo com a ameaça ninguém saiu do local.

Janete Moreira, de 56 anos, mãe de um PM, disse que eles só querem receber seus salários para colocar comida em casa. Ela também garantiu que vai permanecer na porta do batalhão e impedir a saída de viaturas.

 

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