G1: Maia rebate secretário de Segurança do RJ, que pediu reforma criminal: ‘Cadê policiamento?’

Roberto Sá havia feito o pedido no enterro do 97º PM morto apenas em 2017. Presidente da Câmara dos Deputados desabafou e citou ‘irresponsabilidade’.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), rebateu as críticas do secretário de Segurança do Estado do Rio, Roberto Sá, que cobra uma reforma criminal. A cobrança de Sá foi feita no sábado (12) em entrevista após o enterro do 97º PM morto no Estado somente em 2017.

Sá havia culpado a legislação pelos ataques frequentes aos militares, citando a pena para porte de fuzil (que pode ser de 6 meses) e a progressão de pena para homicídio. Em uma rede social, Maia falou que as declarações são irresponsáveis e que a culpa da onda criminosa não é da legislação.

“O secretário de Segurança do Rio não pode ser tão irresponsável. Com essas declarações ele está tentando transferir para os outros a responsabilidade que é dele. Nós vamos aprovar leis mais duras contra o crime sim, mas a convulsão social que vivemos no Rio não é culpa da legislação. Cadê o policiamento? A sociedade está abandonada e a polícia também. Os bandidos perderam o respeito pelas autoridades. O Rio precisa de gente séria, que fale a verdade para a população”, escreveu Maia.

O desabafo do presidente da Câmara dos Deputados ocorreu no mesmo dia em que Sá fez as críticas, no sábado. Na ocasião, o secretário pediu apoio da sociedade para mudar as leis.

“Nós precisamos exigir reforma na política criminal. Eu vejo reforma tributária, reforma política, reforma econômica, cadê a reforma criminal? Essa legislação te atende como cidadão? Você acha que três anos [de pena] inicialmente, para quem porta um fuzil para sair em 6 meses, é razoável? Vocês acham que quem tira uma vida de uma pessoa pode progredir de uma pena de 15 [anos] e sair com cinco, seis anos? Não é razoável. O mundo não trata o crime assim. Sociedade que depende só da polícia para evitar isso é uma sociedade que vai sangrar”, disse o secretário na ocasião.

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