Portal GAZ: Depois de seis meses, IPE autoriza cirurgia de sargento

Marco Antônio Teixeira teve a operação cancelada pela terceira vez na semana passada

Por: LUIZA GOULART Portal GAZ

Marco Antônio Teixeira, ao lado da esposa Cláudia Siqueira

Depois de seis meses de muita luta, o Instituto da Previdência do Rio Grande do Sul (IPE-RS) decidiu autorizar a cirurgia do sargento da Brigada Militar, Marco Antônio da Silva Teixeira, nesta segunda-feira, 27. A informação foi confirmada pela esposa de Teixeira, a professora Cláudia Siqueira. Conforme ela, a medicação do procedimento que será feito no Hospital Santa Rita, em Porto Alegre, onde Teixeira está internado, será custeada pelo IPE. Ao total, a cirurgia é avaliada em R$ 230 mil.

Teixeira teve a operação cancelada pela terceira vez na semana passada, depois da família quitar despesas como a medicação e aparelhos necessários, como uma máquina importada, avaliados em R$ 45 mil. Esses valores foram pagos através de uma campanha, feita pela família e pelos amigos. Outros R$ 22,5 mil foram parcelados pela família, através do hospital. Da última vez, o motivo para o cancelamento foram os medicamentos.

Cláudia teve uma reunião com a presidência do IPE na última sexta-feira, mediada pelo deputado Ronaldo Santini. A princípio a cirurgia deve acontecer na próxima sexta-feira, dia 1º.

Justificativa

Nos ofícios em que o procedimento foi indeferido pelo IPE, a justificativa foi a mesma. O instituto afirma que a cirurgia não consta na Tabela de Honorários Profissionais (THP). Também cita que os materiais necessários – justamente os que seriam custeados através da campanha – não constam na Tabela de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Topmed).

A cirurgia

O procedimento é apontado como a única chance do rio-pardense. Ele foi diagnosticado com um tipo raro de câncer, chamado pseudomixona peritoneal, em julho. A peritonioscopia com quimioterapia intradérmica é complexa e feita somente em dois hospitais no Rio Grande do Sul. Todo o tratamento pode durar até 24 horas com uma equipe que conta com quatro cirurgiões oncologistas, dois anestesistas, dois oncologistas clínicos, fisioterapeuta e nutricionista, além de um grande grupo de enfermagem. Durante a operação, a cavidade abdominal precisa ser aberta e limpa e o tumor removido e ressecado.

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