Jornal Nacional: Desde o início de 2018, no Rio, a cada 54 horas um policial é assassinado (Vídeo)

Em 2017, foram 134 policiais militares mortos. ‘Número de marginais cresce e os nossos recursos são finitos’, diz comandante.

Desde que 2018 começou, a cada 54 horas um policial foi assassinado no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (26), mais duas famílias de PMs passaram pela dor de enterrar seus mortos.

Um dia de tristeza dupla. No mesmo cemitério, dois policiais militares assassinados no Rio. Colegas fardados, parentes e amigos compartilharam a mesma dor. Em capelas próximas, o sargento Flávio dos Santos da Cunha e o soldado Thiago Chaves da Silva.

Flávio tinha 41 anos e era casado. O sargento foi baleado no último domingo (21), durante patrulhamento em Barros Filho, na Zona Norte. Ficou internado em estado grave e morreu na quinta-feira (25).

“Uma cara trabalhador, um cara que estava executando o seu trabalho. Um herói, o meu herói. Mais um PM morto? Está muito errado”, disse o ator Paulinho Serra.

O enterro seguiu acompanhado por um grupo inconformado. Primeiro, o ritual de tiros. Depois, o toque do clarinete.

Poucos minutos separaram o primeiro do segundo enterro. Pela décima vez em 2018, se repetem os rituais de honras militares na despedida de um colega. Neste primeiro mês de 2018, além de dez PMs, um policial civil também foi assassinado. A estatística de janeiro já chega a um policial morto a cada 54 horas no Rio.

O calendário é quase repleto nos 26 dias de janeiro. Em 2017, foram 134 policiais militares mortos.

A caminho do túmulo do soldado Thiago Chaves da Silva, mais lágrimas e sofrimento. O soldado levou um tiro na barriga na quinta (25), durante operação na Rocinha. Ele morreu de madrugada. A família diz que Thiago sempre sonhou em fazer parte do grupo de elite. Tinha 37 anos, também era casado e tinha um filho.

“O número de marginais parece que cresce diariamente de forma absurda e a polícia tem meios finitos, mas temos muita determinação e disposição para cumprir bem a nossa missão que é proteger a sociedade”, afirmou o coronel Wolney Dias, comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Dona Lila também não se conforma. Ela participou dos dois velórios. Perdeu um filho policial em 2002 e desde então vai a todos os enterros de militares. Diz que são todos filhos dela.

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