SP: PMs chamam pacote de Alckmin de ‘saco de maldades’ e ameaçam greve

213

Cerca de 150 manifestantes, principalmente policiais militares, reuniram-se em uma manifestação na manhã desta terça-feira, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, zona sul de São Paulo. O protesto foi realizado mesmo após um anúncio de reajuste a PMs feito na segunda-feira pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A manifestação, liderada pelo deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), reivindicou melhores salários e condições de trabalho à categoria e chamou o pacote anunciado por Alckmin de “saco de maldades”.

Alckmin definiu mudanças no plano de carreira aos PMs, acelerando as promoções, e a ampliação de benefícios – que, somados ao já anunciado aumento salarial de 7%, gerariam um reajuste de até 24% para a categoria. As medidas, entretanto, dependem de aprovação da Assembleia Legislativa de São Paulo. Apesar do anúncio, as medidas não deixaram a categoria satisfeita.

Os manifestantes se reuniram na praça Vinicius de Moraes, na avenida Giovani Gronchi, por volta das 10h e se dirigiram para a avenida Morumbi, onde se instalaram em frente a um dos portões do Palácio dos Bandeirantes. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo precisou interromper o trânsito no local.

“O que foi anunciado como um pacote de benefício, nós estamos chamando de um saco de maldades. O pleito das entidades representativas de policiais era exatamente 15% esse ano e 10% ano que vem. O governo, para não sinalizar com nada esse ano em relação a salários, fez esse anúncio, que ainda não é um projeto, dando certa fluidez nas carreiras”, afirmou o deputado Major Olímpio.

Os policiais disseram que não são contra a fluidez de carreira dentro da PM, mas reclamam de o governo de São Paulo ter ignorado os pedidos da classe. “As entidades mostraram total desconforto. O governo pediu 14 dias para dar uma resposta em relação à política salarial. O governo faz esse remendo de contemplação falando em política de carreira. Ninguém é contrário a isso, mas desconsiderar completamente o inativo, estamos lembrando que temos 94 mil inativos. Dois terços da população não serão contemplados com nada nesse momento”, disse Olímpio.

 O deputado afirmou que há chance de greve da categoria. Segundo Olímpio, se os pedidos da classe não forem atendidos, é possível que haja uma paralisação.

 “Não estamos fazendo nenhuma ameaça. Isso não é do comportamento da Polícia Militar. Queremos que tratem com dignidade. A situação é de fome, de dor, é extremamente critica. Queremos salários dignos”, disse. “Quando se fala em 7%, você faz o cálculo, implica no salário real de 1,38%. É esse o sentimento de indignação. É só perguntar para qualquer soldado de polícia, em qualquer atividade. Fomos enganados. É a marcha dos enganados. Esse é o sentimento que está no coração do policial. Se o governo não tomar uma atitude minimamente descente, nos podemos ter um recrudescimento das nações e reviver em São Paulo o que se passou há 51 anos.”

Alckmin anuncia reajuste a PMs
Na noite de segunda-feira, entre as medidas anunciadas, o governador autorizou ainda que o policial seja empregado em atividade de policiamento ostensivo em seu período de folga mediante pagamento de diária. Com essa medida, que representa mais uma fonte de receita para os policiais que voluntariamente aderirem, será possível aumentar a capacidade de policiamento com aproximadamente mais cinco mil homens nas ruas.

Para o auxílio alimentação, no valor de R$ 176, o governador anunciou o aumento no teto salarial para os PMs que recebem o benefício. Atualmente, o limite é de até 141 UFESP (R$ 2.731,17), que será ampliado para 151 UFESP (R$ 2.924,87). A medida beneficia 15,9 mil soldados que deixariam de receber o auxílio após o reajuste de 7%, mas manterão o benefício. “Dessa forma, ninguém perde o benefício que tinha”, afirmou Alckmin.

 O novo plano de carreira, segundo o governo, acelera a possibilidade de promoção e melhora a mobilidade dos policiais. O governador autorizou a promoção de 21.617 soldados PM 1ª classe para cabo PM. Outros 5.665 policiais militares, como sargentos e tenentes, também serão promovidos. “Toda a corporação é favorecida, uma vez que aumenta a rotatividade e, portanto, diminui o tempo de espera para promoção”, diz o governo em nota.

 Além disso, Alckmin autorizou que soldados PM 1ª classe com cinco anos de atividade possam concorrer, via concurso, a uma vaga de 3° sargento PM (antes, eles só poderiam ser promovidos a cabo). As medidas passarão a valer em abril para os praças e em maio para os oficiais. O custo será de R$ 189 milhões em 2014 e 2015.

 O anúncio inclui também o benefício da promoção ao posto imediato aos aposentados que não haviam sido beneficiados em 2011. São 1.411 servidores com impacto anual de R$ 42,8 milhões.

 Única medida que não depende de aprovação da Assembleia, o valor real da diária alimentação passaria de R$ 20 para aproximadamente R$ 40, e os policiais passam receber esse benefício por até 15 dias (o teto atual é 12). Na prática, toda a corporação terá um ganho de R$ 341,10.

TERRA

Após anúncio de promoção, PMs realizam manifestação em frente à sede do governo

A Associação dos Cabos e Soldados repudia o percentual de reajuste concedido por Alckmin

Policiais militares preparam uma manifestação para a manhã desta terça-feira (15) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Por volta das 9h30, o grupo já se reunia na praça Vinícius de Moraes, no Morumbi, zona sul da capital. A previsão é que uma passeata até o palácio comece por volta das 10h.

O grupo realiza o protesto um dia após o governador Geraldo Alckmin anunciar benefícios para a carreira de policiais militares em todo o Estado de São Paulo. De acordo com o governo, a medida atingirá principalmente os soldados — 21.617. Ao todo, 27.282 militares receberão promoção.

No entanto, a ACSPMESP (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo) informou, em nota, que “repudia o percentual de reajuste”. O objetivo dos policiais, segundo a associação, “é pressionar o governo por melhores condições de trabalho e de salários”.
DO R7.com

Policiais militares protestam em frente à sede do governo paulista

SÃO PAULO – Policiais militares fazem na manhã desta terça-feira (15) um protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para reivindicar melhores condições de trabalho, mudanças no plano de carreira e reajuste salarial. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), desde as 10h20, a categoria bloqueia a Avenida Morumbi, próximo à Avenida Giovanni Gronchi, nos dois sentidos. É a segunda manifestação de policiais desde 1º de outubro.

Ontem (14), o governador Geraldo Alckmin anunciou um novo plano de carreira da corporação, que prevê a promoção de 27 mil policiais, sendo 21 mil soldados para cabos até abril do próximo ano. As medidas incluem ainda reajuste da diária-alimentação, que poderá chegar a R$ 581, e a contratação de 5 mil oficiais administrativos para substituição de soldados temporários. Além disso, estabelece a diária especial, que vai permitir que policiais trabalhem voluntariamente nas folgas com direito à remuneração extraordinária.

De acordo com a Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo, as medidas estão sendo criticadas, porque não atendem à corporação por inteiro. A principal reivindicação da categoria é que seja dado o mesmo reajuste aos policiais civis, que, segundo a associação, foi escalonado em 7%, 10% e 15% nos próximos três anos.

Agência Brasil

Diario do Grande ABC