Diferença de salários nas carreiras policiais no Brasil chega a 268%, revela estudo

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29out2013---policiais-militares-circulam-pela-regiao-do-parque-novo-mundo-na-zona-norte-de-sao-paulo-nesta-terca-feira-29-depois-de-protesto-contra-a-morte-de-um-adolescente-durante-uma-abordagem-1383069195334_300x420A despeito das similaridades de funções, ser investigador da Polícia Civil hoje no Brasil é ver as remunerações da carreira variarem até 268% de um Estado para outro. A situação não é muito diferente na Polícia Militar: a variação de salário de um soldado pode chegar aos 200%, dependendo da unidade federativa a que ele esteja subordinado.

Os números constam do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado na semana passada em São Paulo.

O documento listou os dados de salários das carreiras policiais e outras informações que compõem um cenário da segurança pública no país. A pesquisa se valeu de dados de secretarias estaduais de segurança pública e de órgãos do governo federal, como o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a ele vinculada.

Na pesquisa de salários divulgada pelo Anuário, tanto as posições de comando nas polícias como a de oficiais a eles subordinados têm variações que facilmente superam os 100%. Ao todo, no Brasil, são cerca de 520 mil policiais.

No caso de coronel, por exemplo, patente mais alta da PM listada pelo Anuário, a variação chega a 144% dados os R$ 21.531,36 recebidos no Paraná aos R$ 8.800 pagos a um coronel no Estado do Pará –uma diferença superior a R$ 12 mil mensais.

Ainda na PM, a variação é ainda maior na remuneração de soldados: enquanto no Rio Grande do Sul são pagos à patente R$ 1.375,71 mensais, no Distrito Federal o valor chega a R$ 4.122,05, ou 199,7% a mais.

Entre as carreiras da Polícia Civil, a variação entre as remunerações de delegados ultrapassam os 180%, equivalentes à diferença entre os R$ 18.837 pagos a um delegado do Estado do Mato Grosso e os R$ 6.709,32 pagos no Estado mais rico da federação, São Paulo.

Também na Polícia Civil, mas na função de investigador, a variação atinge os 268% tendo em vista a diferença do que é pago na polícia gaúcha, R$ 1.863,51, e na mato-grossense, R$ 6.854.

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

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