Novo regulamento de corporacao militar no Brasil seria possivel sem um cabo-parlamentar que olhasse para a tropa?

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STer um ou mais representante político numa Câmara de Vereadores ou Assembleia Legislativa não é garantia de que tudo vai mudar para uma determinada categoria profissional dentro de quatro anos. Mas dependendo de quem esteja ocupando a cadeira, a eleição desse representante pode significar os primeiros passos para as tão sonhadas transformações.

Um bom exemplo vem do Amazonas. Daqui a 20 dias, os deputados daquele estado deverão apreciar o novo regulamento da Polícia Militar, já que a atual norma determina, por exemplo, “que um policial seja obrigado a pedir autorização ao seu comandante até para se casar!”, exclamou o deputado cabo Maciel, na tribuna.

Os soldados, quando cometem algum tipo de crime, vão para a cadeia. Já os oficiais não vão, mesmo que o crime seja o mesmo. Vamos acabar com essa discriminação”, completou o policial parlamentar, segundo sua assessoria de imprensa.

É óbvio que o cabo Maciel não irá, sozinho, transformar o regulamento da PM do Amazonas no sonho de consumo de sua tropa. Mas tenhamos certeza de que se não houvesse um policial-político [comprometido, é bom lembrar] naquele Poder Legislativo, ocupando a Tribuna da Casa e chamando a atenção da imprensa com seus discursos, os demais deputados não estariam muito ‘preocupados’ com as regras que norteiam uma instituição policial, seja ela civil ou militar.

Exemplo?

Meses atrás, alguns núcleos da Polícia Militar da Paraíba se reuniram para idealizar um Código de Ética para a nossa briosa, mas, segundo o que apuramos, a papelada ‘jaz’ dentro de alguma gaveta qualquer, à espera do milagre da ressurreição.

Embora alguns parlamentares paraibanos tenham conhecimento desse documento, nenhum deles bota o projeto debaixo do braço e se dirige à barulhenta tribuna da Casa de Epitácio Pessoa. Por que será?…

‘Exemplo’

A luta por um Código de Ética é apenas um exemplo. Os profissionais de segurança pública, no Brasil e na Paraíba, enfrentam problemas que não podem passar longe de um microfone. Se com o apoio de um ou mais braço político a guerra já não é nada fácil, como entrar no embate sem a presença de um soldado sequer no campo de batalha?…

ParaibaemQAP