Movimento que espalha outdoor de policiais pedindo “ajuda a população” esta crescendo em SP

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socorro_policia_militarInsatisfeita com aumento concedido em 2013, categoria reivindica “salário mais justo”

Descontente com o reajuste salarial de 7%, concedido pelo governo estadual no ano passado, a CERPM (Coordenadoria das Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado de São Paulo), que agrega 18 associações, decidiu novamente expor a insatisfação da categoria nas ruas. Só que, desta vez, a estratégia adotada foi espalhar outdoors por estradas que dão acesso à capital paulista com a finalidade de “pedir socorro à população”.

As mensagens, que passaram a ser divulgadas no final de fevereiro, podem ser vistas nas rodovias Anchieta, Imigrantes, Ayrton Senna e Dutra, de acordo com Ângelo Criscuolo, presidente da CERPM e da ASS/PM (Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo). Ele explica que a iniciativa é uma forma de tentar sensibilizar o governo e o cidadão. Segundo Criscuolo, a categoria aguarda por uma resposta do Palácio dos Bandeirantes sobre quando poderá apresentar, em reunião, as reivindicações da campanha salarial 2014.

— Queremos 19% de aumento salarial. São os 4% que faltam de 2013 e os 15% que a gente havia pedido para 2014. A gente havia pedido 11%, e ele [governo] deu 7% [no ano passado]. Os 15% deste ano não constam no orçamento. Então, nós juntamos o que faltou no ano passado com que é pedido para esse ano e deu 19%.

Em um dos outdoors, a CERPM faz um apelo: “Todos os anos, mais de 40 milhões de pessoas pedem socorro à PM. Agora é a PM que pede socorro à população por um salário mais justo”.

Criscuolo destaca que o policial militar de São Paulo tem uma das piores remunerações do Brasil.

— O salário inicial de um soldado é de R$ 2.400. É um dos mais baixos do País.

Em 2012, o Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) espalhou 12 outdoors em rodovias paulistas. Intitulada “S.O.S. Segurança Pública”, a campanha destacava os crimes recorrentes no Estado, como latrocínio, homicídio, arrastões e tráfico de drogas, e estimulava o cidadão a reclamar diretamente com o governo. Para isso, disponibilizava o twitter do governador Geraldo Alckmin e um dos telefones do Palácio dos Bandeirantes.

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