PMs do Maranhão estão aquartelados

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PMs querem condições de trabalho e melhores salários
PMs querem condições de trabalho e melhores salários

A Polícia Militar do Maranhão deflagrou uma paralisação por tempo indeterminado em assembleia geral na noite de 26 de março. Um grupo com cerca de 100 PMs acampou no estacionamento da Câmara municipal de São Luís. Mulheres e filhos dos policiais se juntaram ao grupo na manhã de 27 de março e mais policiais se juntam ao movimento na sede do parlamento municipal da capital maranhense. A categoria alega que a governadora Roseana Sarney (PMDB) não cumpriu acordo feito em 2011 de reajuste e as condições de trabalho precárias. O Coronel Melo, que foi demitido do posto de Comandante do Policiamento do Interior após criticar o governo Roseana, afirmou que a governadora não investe em segurança pública e desvaloriza os profissionais que fazem a segurança do cidadão. “O aumento salarial, as condições de trabalho, fardamento, equipamentos são algumas das reivindicações das associações.

Um dos líderes do movimento, soldado Leite, chegou a ficar três dias preso por insubordinação. Leite reafirma que a manifestação é pelo reajuste salarial e por condições de trabalho para os policiais. “Nosso armamento é o que foi descartado pela polícia de São Paulo. O armamento tem mais de dez anos de uso. Não temos fardamento, não temos viaturas suficientes. Queremos que o governo cumpra o acordo salarial e queremos ter condições de levar segurança para a população”, afirmou.

Nos municípios de Imperatriz, Timon, Caxias, Bacabal, Matões e Parnarama os policiais também já estão aquartelados. Os militares reclamam do reajuste de apenas 7% concedido pela governadora Roseana Sarney à categoria. Segundo os policiais, não se trata de aumento, mas de reposição salarial, pois refere-se a perdas salarias e não a aumento real de vencimentos.

Com menor efetivo de policial do país, os policiais militares maranhenses pedem implantação de reajuste de 18% (mesmo percentual que foi concedido a servidores de outras categorias) e das perdas salariais, além de mudanças nos critérios de escalonamento, promoção e jornada de trabalho, adicional por periculosidade, substituição dos coletes balísticos e das munições que estão sendo usados com prazo de validade vencido. Falta armamento e até fardas para os policiais.

Em nota, o governo do Maranhão afirmou que efetua uma política de valorização dos PMs e da continuidade nas ações de investimento na Segurança Pública do Maranhão.

O militares devem realizar ato público, dia 1 de abril, no centro da capital Maranhense.