SP- Governo irá mudar investigação de mortes envolvendo policiais

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IMAGEM ILUSTRATIVA
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Norma será válida para homicídios de oficiais e praticados pelos agentes.
Polícias civil, militar e científica deverão estar na cena do crime.

O governo de São Paulo pretende criar uma resolução para mudar a investigação de homicídios envolvendo policiais. A mudança será válida tanto para mortes de agentes da segurança quanto para os homicídios provocados pelos oficiais.

“Vou editar uma resolução relacionada à letalidade de policiais, quando há mortes de agentes da segurança pública, e à letalidade praticadas por agentes da segurança pública”, afirmou neste terça-feira (17), Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública.

Segundo Moraes, a ideia da pasta é “dar mais celeridade aos crimes praticados contra policiais e total transparência aos eventuais conflitos onde a morte é gerada por um policial.”

De acordo com o secretário, a mudança prevê a presença das polícias Militar, Civil, Científica na cena do crime. O Ministério Público também será acionado e poderá enviar um promotor de Justiça.

“A perícia chegará mais rapidamente, uma equipe especifica só para isso, e a secretaria irá comunicar o Ministério Público para que o MP, se entender que é necessário, envie um promotor de justiça. Esse mesmo procedimento relacionado a mortes de policias será realizado, para mostrar absoluta transparência, quando a morte for praticado por policial no exercício da sua atividade.”

Violência
A violência policial em 2014 foi a maior dos últimos 11 anos em São Paulo, segundo dados obtidos pelo SPTV, divulgados em fevereiro. O crescimento provocou um recorde: no ano passado, 22% das mortes na capital foram praticadas por policiais em serviço. Foram ao todo 343 mortes, mais do que o dobro do registrado em 2013, quando houve 158.

A maior parte das mortes causadas por policiais em 2014, em São Paulo, ocorreu nos extremos da cidade. Segundo levantamento obtido com exclusividade pelo SPTV, 46% das 343 mortes por intervenção policial aconteceram na Zona Leste.

A região tem uma taxa de 3,6 mortes a cada 100 mil habitantes, quase oito vezes o registrado no Centro, que é 0,46 por 100 mil.

G1