Servidores da Polícia Civil vão fazer paralisação por um dia em protesto contra Piratini

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Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

Dia sem trabalho será de protesto contra aumento da criminalidade e medidas de contenção de gastos públicos do governo Sartori

Servidores da Polícia Civil irão paralisar as atividades em protesto contra iniciativas do governo José Ivo Sartori no dia 28 de abril, próxima terça-feira.

O ato é comandado pelo Ugeirm-Sindicato, que representa escrivães, inspetores e investigadores. Na data, todas as atividades serão interrompidas nas delegacias das 8h às 18h.

A pauta da categoria é extensa, desde o aumento de atos brutais ligados à criminalidade até as medidas de restrição de gastos públicos do governo Sartori.

— Vai ser um alerta para chamar a atenção para o caos da segurança pública. Precisamos que o governo reaja a essa onda de violência, mas o governo somente vai à mídia para dizer que não tem dinheiro. Ontem (domingo) colocaram fogo num ônibus em Porto Alegre. É um tipo de coisa que não tínhamos. Recentemente tivemos execuções, chacinas. Isso é por conta de um governo que não reage — afirmou Isaac Ortiz, presidente do Ugeirm-Sindicato.

Entre as pautas citadas pela categoria, consta o protesto contra o corte de custeio e de horas extras dos servidores da segurança pública. Essas medidas estariam atrapalhando, diz Isaac, a organização de ações de maior porte contra o crime organizado. Os policiais ainda reclamam das ameaças de atraso de salário e de remanejamento do calendário de reajustes previstos para serem concedidos até 2018 aos servidores da segurança pública.

Outra medida tomada pelo governo Sartori para conter a crise financeira, a restrição à contratação de novos concursados, é motivo de insatisfação na corporação. No momento, 650 aprovados estão em condições de serem chamados para o período de seis meses de academia, podendo depois assumir funções na Polícia Civil, que está com o quadro funcional defasado.

As nomeações não estão ocorrendo porque, em janeiro, Sartori assinou um decreto para contingenciar recursos. Uma das orientações vigentes é a restrição de novas contratações.

No dia de paralisação, os agentes de Porto Alegre irão se concentrar em frente ao Palácio da Polícia. No interior, ficarão junto às delegacias de pronto atendimento.

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