Brigada Militar deve realizar outras seis operações até o final do ano em Santa Maria

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Foto: Fernando Ramos / Agencia Rbs
Foto: Fernando Ramos / Agencia Rbs

Apesar da crítica de especialistas, comandante regional da Brigada diz que ações especiais continuarão

As discussões sobre as soluções para os problemas na segurança são infinitas.Especialistas ouvidos pelo ‘Diário’ disseram, na edição de segunda-feira, que a eficácia de operações policiais são questionáveis. O comandante do Comando Regional de Policiamento Ostensivo, Coronel Worney Mendonça, responsável pelas operações Grifo e Abas Largas, realizadas na sexta-feira e no sábado, respectivamente, em Santa Maria, rebateu as declarações dizendo que as ações são feitas a partir de diagnósticos e que não há desperdício de dinheiro público. Nas ruas a opinião é quase unânime: as operações sempre são bem-vindas.

– As operações precisam ser feitas sempre. Se não fizer é pior. Os meliantes sabendo que a Brigada está agindo não vão para as ruas. Algum resultado tem – diz o aposentado Oséas Carvalho, 60 anos.

Apesar dos elogios as operações, o pedido é de que elas aconteçam com mais frequência. Conforme Worney, desde que assumiu, em fevereiro, foram quatro operações. O comandante garante que as operações vão continuar e que, até o final do ano, pelo menos outras seis serão postas em prática.

– Se pudéssemos realizar todos os dias, faríamos. Mas, as operações são realizadas de acordo com nossa capacidade operacional. Além dos resultados práticos, com as prisões e apreensões, tem o efeito que isso causa. O número de delitos, 48 horas após a operação, foi baixíssimo. As operações são só uma ferramenta das utilizadas pela polícia – salienta.

Até agora, todas as operações tiveram três eixos principais: retirada de armas, drogas e foragidos das ruas. Neste sentido, o delegado Sandro Meinerz, da Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), elogia a atuação da BM, já que essas operações contribuem para a diminuição dos índices criminais:

– As operações são um caminho, é um passo importante. Eu também gostaria que a Brigada fizesse operações todos os dias, mas é claro que não é possível. Com a presença da polícia diminui a possibilidade de crimes contra a vida e contra o patrimônio – reforça.

O delegado diz ainda que, na medida do possível, a Polícia Civil contribuí com informações dos locais onde há mais incidência de crimes.

 

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