Assembleia decide liberar acesso ao público em votações na terça-feira

125
Galerias vazias: servidores foram impedidos de entrar na Assembleia na votação desta quarta (16) Foto: Lauro Alves  / Agência RBS
Galerias vazias: servidores foram impedidos de entrar na Assembleia na votação desta quarta (16)
Foto: Lauro Alves / Agência RBS

Distribuição de senhas irá ocorrer entre os servidores que quiserem acompanhar a sessão das galerias

Os servidores estaduais e o público em geral vão poder acompanhar a votação de projetos na próxima terça-feira (22) de dentro da Assembleia Legislativa. A liberação do acesso ao público às galerias do plenário foi definida em reunião com o presidente da Casa, deputado Edson Brum (PMDB), e representantes de sindicatos de servidores públicos nesta quinta (17).

O acesso será feito através da distribuição de senhas entre os servidores. Os 290 assentos disponíveis nas galerias do plenário serão divididos entre os contrários e os favoráveis aos projetos.

A entrada de instrumentos sonoros, como tambores, e também bandeiras com haste não será permitida. Além disso, um telão poderá ser instalado do lado de fora da Assembleia para que a sessão plenária possa ser acompanhada na rua.

“Se nós acertamos um acordo, nós cumprimos o acordo. O presidente da Assembleia nos liberou o sinal da TV interna para que a gente possa por um telão na frente para aqueles que não puderem entrar também possam acompanhar de fora”, comentou Helenir Schürer, presidente do CPERS, sobre possíveis bloqueios na entrada do parlamento.

Na próxima terça, haverá uma nova bateria para apreciação de projetos polêmicos encaminhados à Assembleia pelo governo do Estado, que fazem parte dos pacotes de ajuste fiscal. Deverão entrar na pauta de votações a proposta que aumenta a alíquota básica do ICMS e as matérias que preveem a extinção da Fundação de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs) e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS).

Sem público na Assembleia

Ontem, a sessão que aprovou dez projetos enviados pelo governo estadual, incluindo o que muda o sistema de previdência para os futuros servidores, foi fechada ao público em razão do bloqueio que foi feito na terça por servidores do Estado. Os manifestantes impediram os acessos ao prédio da Assembleia e houve tumulto quando o presidente da Casa, Edison Brum, tentou negociar a liberação dos acessos.

GAÚCHA