“Não é missão da Força Nacional o policiamento ordinário”, diz ex-comandante do Departamento

186

forca-nacional1Secretário Executivo da SSP/RS também garantiu que a Força Nacional não visa substituir as policias locais

Após diversos pedidos de apoio no combate à falta de segurança do Rio Grande do Sul, o secretário-executivo do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Alexandre Aragon, afirmou que não é missão da Força Nacional realizar o policiamento ordinário. Isso porque, segundo Aragon, que comandou nacionalmente a Força nos últimos 4 anos, ela foi criada para atuar em ações pontuais, o que não seria o caso do Rio Grande do Sul atualmente.

“Ela é para ações específicas, não visa substituir as polícias locais. Até porque nós temos uma Brigada Militar e uma Polícia Civil altamente qualificadas perante o cenário nacional. Não temos uma situação específica hoje. A Força Nacional, quando vai atuar, se desloca para o local delimitado para a atuação, ou seja, uma missão específica. Além disso, um tempo de entrada e de saída. Numa situação de greve, ela não se aplica. Ela pode atuar em ações pontuais”, salientou Aragon.

Conforme o secretário-executivo, que elogiou as forças policiais no Estado, a Força Nacional, inclusive, teve sua formação baseada no Batalhão de Choque da Brigada Militar. Além disso, o ex-comandante explicou que cerca de 1,4 mil policiais compõem o banco de dados da instituição. Portanto, quando há uma ação, eles são direcionados para essas operações. Porém, na atualidade, somente 150 homens ficam disponíveis para ações emergenciais, porque formam a chamada “Tropa de Caveiras”. E o secretário-executivo complementa que, somente em Porto Alegre, atuam 2 mil policiais.

“Esses 150 homens da Força Nacional, se jogados ao policiamento ordinário, que não é missão da Força Nacional, não seriam a metade do lançamento que o Comandante de Policiamento da Capital (Tenente-coronel Mário Ikeda) lança por turno – sendo que, por dia, são quatro turnos em Porto Alegre. Sendo que esses homens são formados para missões específicas, como resgate de reféns, tomada de um presídio. Então, eles não se aplicariam nisso”, garantiu.

Aragon afirmou que, caso exista uma situação específica, a Força Nacional poderá ser chamada pelo governador José Ivo Sartori. Por enquanto, as corporações policiais têm capacidade para gerenciar a segurança pública no Rio Grande do Sul.

Fonte: Vitória Famer / Rádio Guaíba