“A polícia não é autônoma porque não quer”, diz magistrado do RJ em Campina Grande

116

26-11-2015.215530_juizAlexandre Abrahão é juiz de direito no Rio de Janeiro e foi um dos palestrantes no II Congresso Brasileiro sobre Polícia Judiciária, realizado no último final de semana, no Garden Hotel, em Campina Grande.

Dentre as declarações que deu durante sua explanação no evento, uma chamou a atenção: “A polícia não é autônoma porque não quer. A Operação Lava Jato é um exemplo [de autonomia]”, afirmou

O magistrado se referia às raras (ou nenhuma) operações das polícias estaduais que resultem em prisões de políticos, empresários, etc. De fato, não se vê registros disso. Talvez pela força do ‘poder’ político que esmaga tudo o que vier pela frente como obstáculo. Se as polícias estaduais são “submetidas ao Poder Executivo”, o resto é raciocínio lógico.

Para Alexandre, porém, essa submissão pode ser falaciosa. As operações recentes do Ministério Público e da Polícia Federal são uma prova disso, no entender de Abrahão. Embora a PF também esteja “sob as ordens” do Governo Federal, isso não a impede de protagonizar os fatos inéditos que temos acompanhado nos últimos dias, como a prisão de um senador da República em pleno exercício do cargo.

Em nível nacional, percebe-se um esforço razoável no combate à corrupção (sim, pode haver ‘tons de politica’ no meio, mas isso é outra discussão). Na esfera provinciana, ainda nos limitamos à mesmice que nem desperta mais atenção dos leitores do facebook (por exemplo). Sim, são prisões necessárias, e seus respectivos criminosos devem sair de circulação. Mas ainda não é o que a sociedade mais precisa.

Quem vai acender a primeira ‘bomba’?…

PARAIBA EM  QAP