Novas denúncias contra deputados não estão descartadas na AL

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12241783_549544138537677_6599022519287736273_nEm 180 anos de história, nenhum deputado havia sido casado pelos próprios colegas

O Procurador-Geral do Ministério Público, Marcelo Dorneles, esteve a frente das investigações envolvendo dois deputados estaduais, um que já foi cassado e outro na iminência de perder o mandato. O primeiro é Diogenes Basegio, do PDT, que mesmo renunciando ao cargo foi cassado pelo Plenário. Agora, Mario Jardel, do PSD, foi acusado pelo MP e o reflexo no parlamento é a abertura de um processo na Comissão de Ética que pode resultar em mais uma cassação na Assembleia legislativa.

Até então, em 180 anos de história, nenhum deputado havia sido casado pelos próprios colegas e ao que tudo indica os casos de desvios de conduta não são isolados. Tampouco devem parar nas acusações que mais recentemente recaem sobre Jardel. A suspeita é de que irregularidades envolvendo outros deputados vão vir à tona e podem atingir um grupo de até quatro parlamentares.

Uma das eventuais ocorrências, envolvendo mais um deputado, já veio a público na Serra gaúcha. Em Carlos Barbosa, eleitores denunciaram que o deputado, Álvaro Boessio, do PMDB, manteria uma funcionária fantasma. O episódio repercutiu na imprensa da região, no mês de julho, quando surgiu a suspeita de que a assessora do deputado, Milena Baldasso, mantinha um cargo em comissão no gabinete de Boessio paralelamente a funções exercidas na iniciativa privada. Na época o deputado informou que o horário da assessora era “livre” e que ela cumpria atividades parlamentares tanto na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, quanto em Carlos Barbosa. A informação é de que desde maio, de 2014, a servidora permanecia apenas em Carlos Barbosa, podendo até ficar em casa no horário do expediente. A partir da denúncia a assessora se estabeleceu na Capital. A jovem de 19 anos é filha de Gilberto Francisco Baldasso, ex-vereador do PMDB de Carlos Barbosa, segundo maior reduto de votos de Boessio que perde apenas para a terra natal dele, Farroupilha.  Entretanto, a Assembleia legislativa permite a contratação de até seis CCs para atuarem nas bases eleitorais pelo interior. O presidente da Assembleia legislativa, Edson Brum, do PMDB, tentou barrar este tipo de contratação sem sucesso e o objetivo era de que todos assessores prestassem serviço na sede do Parlamento.

Ainda assim, Marcelo Dorneles, confirma haver uma onda de denúncias contra deputados e no momento a abertura de novas investigações dependem de provas. “As denúncias contra deputados existem e chegam a todo instante. O que é preciso é responsabilidade como nos casos que o Ministério Público apurou envolvendo os deputados Basegio e Jardel, onde houve provas contundentes”, explicou Dorneles.

Fonte:Voltaire Porto / Rádio Guaíba