FESTA DA URV NA ASSEMBLEIA

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assembleiassQuem se der o trabalho de consultar os contracheques de dezembro dos servidores da Assembleia Legislativa, no Portal da Transparência, vai se surpreender com os valores pagos a ativos e inativos. É que, além do salário do mês e do 13º, quem já era servidor à época do Plano Real ganhou um extra por conta da diferença da URV, a Unidade Real de Valor, moeda provisória usada na transição.

No contracheque, não aparece menção à URV. O acréscimo é somado ao salário e aparece como “remuneração total bruta”. Esse valor não entra no teto salarial. Na prática, foi um 14º salário no mês em que os servidores do Executivo tiveram de recorrer a um empréstimo do Banrisul para receber o 13º.

A Assembleia informa que o presidente Edson Brum decidiu quitar o débito porque servidores ameaçavam cobrar na Justiça.

Para os ativos que recebem o teto de R$ 30.471,11 ou pouco menos, e trabalhavam à época da conversão, o adicional em dezembro foi de R$ 35 mil. Para os inativos dessa faixa, R$ 7.750.

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A PARTIR DE ABRIL, NENHUM DOS PODERES PODERÁ PAGAR PENDURICALHOS COMO A URV OU O AUXÍLIO-MORADIA SEM ESPECIFICAR O QUE SIGNIFICAM OS ADICIONAIS. A TRANSPARÊNCIA TOTAL NOS CONTRACHEQUES E O USO DO MESMO PADRÃO NO EXECUTIVO, NO LEGISLATIVO E NO JUDICIÁRIO ESTÃO PREVISTOS EM LEI APROVADA NA CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA E SANCIONADA EM 5 DE JANEIRO. O PRAZO DE ADAPTAÇÃO É DE 90 DIAS.

ZERO HORA