Fortunati rechaça sugestão de secretário estadual para municipalizar Segurança Pública

128

fortunati-960x600Wantuir Jacini sugeriu colaboração das Guardas Municipais em municípios que já dispõem do serviço

O prefeito de Porto Alegre rechaçou, hoje, a sugestão do secretário estadual da Segurança, Wantuir Jacini, de municipalizar a Segurança Pública. José Fortunati recordou que o tema foi trazido por Jacini ao desviar do debate que envolvia a vinda de agentes da Força Nacional da Segurança para frear a onda de violência na Capital. “Em meio a essa discussão, o secretário destoou ao sugerir a colaboração da Guarda Municipal em todos os municípios do Rio Grande do Sul que mantêm este tipo de corporação. O problema é que o policiamento ostensivo é uma obrigação da Brigada Militar e o governo deve recuperar o efetivo e ainda exigir o auxílio da Segurança Nacional”, analisou.

As declarações foram dadas pelo prefeito ao retornar das férias, durante o programa Agora, da Rádio Guaíba, apresentado pelo jornalista Felipe Vieira. Na oportunidade, Fortunati lembrou que alterações na legislação federal forçaram as prefeituras a assumirem atribuições que eram da Brigada Militar. “Na década de 90, a fiscalização do trânsito passou a ser responsabilidade dos municípios e foram criados chamados azuizinhos e a própria EPTC. Então, o município já livrou a Brigada Militar de uma atribuição, e, com essa função a menos, a expectativa é de uma dedicação maior focada no combate à violência”, ponderou.

Wantuir Jacini vai ter a oportunidade de rebater as declarações do prefeito, amanhã, no mesmo espaço da Rádio Guaíba, a partir das 9h. A assessoria da Secretaria já adiantou, porém, que a intenção é criar um Sistema Integrado de Segurança Pública, a ser implementado, de início, em cidades que já disponham de Guarda Municipal. A proposta é oferecer uma capacitação para padronizar as atuações. A iniciativa vai além e também pretende unificar um sistema telefônico para denúncias ou emergências. Hoje, em um levantamento prévio, foram identificados pela Secretaria da Segurança 12 números diferentes que são denominados de “disque” – como o disque denúncia, por exemplo.

Fonte:Voltaire Porto/Rádio Guaíba