Número de mortes por afogamentos cresce 20%

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DDFApesar da ampliação de ações preventivas, levantamento vem preocupando as autoridades

A o completar um mês, a Operação Golfinho já registra aumento de 20% no número de mortos por afogamentos nas áreas de cobertura dos salva-vidas e de 100% nas regiões sem a atuação dos profissionais. A situação não deixa de ser preocupante, porque, com as altas temperaturas e mar agradável, a tendência é de que as pessoas busquem se refrescar nas águas, tanto em lagoas quanto no mar. Até o momento, foram 41 óbitos, sendo 36 em áreas não cobertas e cinco em pontos com o serviço. Segundo o major Julimar Fortes, do Corpo de Bombeiros da BM, apesar da ampliação das ações preventivas, como a colocação de bandeiras nas áreas de maior risco, o desafio é garantir a compreensão dos banhistas. “Identificamos os locais de maior risco e mesmo assim há aqueles que optam por tomar banho nestes pontos”, explicou. As ações preventivas pelo menos trouxeram boa notícia no que se refere aos salvamentos. Até agora, houve queda de 25% no número dessas ocorrências. Na avaliação dele, isso deve-se à atuação dos salva-vidas, que abordam com apito ou chamam a atenção, além de conversar com os veranistas na areia. Em poucos minutos na guarita 148, na praia de Tramandaí, ontem, a reportagem acompanhou a relevância da ação preventiva. Diversas vezes, o salva-vidas Eduardo Panazzolo precisou usar o apito ou fazer acenos para que banhistas saíssem das áreas de risco ou voltassem para a beiramar. Ele ressaltou que a maioria das pessoas não têm compreensão da força e da movimentação do mar. Nesta mesma linha, o seu colega salva-vidas Fábio Fioravante destacou a importância dos pais na orientação aos filhos.

CORREIO DO POVO