Polícia faz buscas na Capital e não localiza quatro suspeitos da morte de PM em Tramandaí

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PM Maysson Fagundes da Silva, 27 anos, foi morto durante o Réveillon à beira-mar / Foto: Arquivo pessoal
PM Maysson Fagundes da Silva, 27 anos, foi morto durante o Réveillon à beira-mar / Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil e a Brigada Militar fizeram buscas em Porto Alegre durante todo o final de semana para tentar localizar quatro suspeitos identificados como responsáveis pela morte do PM Maysson Fagundes da Silva, 27 anos, durante o Réveillon em Tramandaí, no Litoral Norte. No entanto, nenhum deles foi encontrado e seguem foragidos, inclusive, três apagaram seus perfis em redes sociais. Se até terça-feira não forem presos, o delegado Paulo Perez vai divulgar nomes e fotos dos procurados que tiveram prisão temporária decretada pela Justiça. Todos são residentes na Capital.

Perez destaca que o crime foi motivado por uma desavença momentânea entre dois grupos de jovens envolvendo uma mulher, sendo que o PM estava em um deles, durante as comemorações da virada do ano na beira-mar. Ele também descartou o envolvimento de Nélson José Paiano, 19 anos, preso em Alvorada um dia depois do assassinato por já ter sido preso anteriormente pelo brigadiano. Ele apresentou testemunhas e vídeo apontando que não estava na praia no dia em que houve o homicídio.

Bala perdida

Outro inquérito, mas provavelmente envolvendo o mesmo caso, apura se uma adolescente de 16 anos foi vítima de uma bala perdida no Réveillon de Tramandaí. A jovem, quatro minutos depois que o PM foi baleado, foi atingida nas costas. Um amigo do PM morto confessou que pegou a arma do policial, após ele levar um tiro, e deu seis disparos contra os criminosos em fuga. A polícia não descarta que um dos tiros atingiu a adolescente e aguarda resultado pericial para comprovar a ligação entre os dois crimes. Se o amigo do PM realmente for o autor do disparo, ele deverá responder por tentativa de homicídio com dolo eventual, por ter assumido o risco.

GAÚCHA