Protesto de artesãos denuncia falta de segurança no centro de Porto Alegre

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Artesãos da Praça da Alfândega pediram apoio da população e protestaram por mais segurança no centro da capital. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Artesãos da Praça da Alfândega pediram apoio da população e protestaram por mais segurança no centro da capital. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Da Redação

Artesãos e artesãs que expõem seus produtos na Feira de Artesanato e Economia Solidária, na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, realizaram um protesto nesta sexta-feira (29) contra a falta de segurança que, segundo eles, atingiu níveis inaceitáveis na região. O cotidiano do centro, denunciaram, está marcado por assaltos, tráfico de drogas, violência e ausência de policiamento por parte da Brigada Militar e também da Guarda Municipal. Os expositores saíram do local onde trabalham normalmente e instalaram suas tendas na rua da Praia, como forma de protesto.

Rejane Verardo, da Frente Gaúcha dos Artesãos e expositora na feira da Praça da Alfândega, denunciou abandono do centro pelo poder público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Rejane Verardo, da Frente Gaúcha dos Artesãos e expositora na feira da Praça da Alfândega, denunciou abandono do centro pelo poder público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Segundo Rejane Verardo, da Frente Gaúcha dos Artesãos e expositora na feira da Praça da Alfândega, o objetivo do protesto foi pedir o apoio da população para a mobilização dos artesãos contra a violência. “Estamos nos sentindo abandonados. As feiras em geral estão se sentindo abandonadas em Porto Alegre pelo poder público. Trabalhamos na rua de sol a sol para ganhar o nosso sustento e temos que enfrentar, junto com a população, esse descaso completo do poder público com a nossa segurança”

Everton Luiz de Andrade, que trabalha há 17 anos na feira, vendendo lanches aos expositores e à população em geral, também manifestou a sua indignação com a situação atual. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Everton Luiz de Andrade, que trabalha há 17 anos na feira, vendendo lanches aos expositores e à população, também manifestou a sua indignação com a situação atual. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Everton Luiz de Andrade, que trabalha há 17 anos na feira, vendendo lanches aos expositores e à população em geral, também manifestou a sua indignação com a situação atual. “Cheguei aqui no tempo que existia segurança, o que não existe mais. O poder público nos abandonou. Essa situação me dói na alma, assim como dói na alma dos meus colegas. A nossa luta vai continuar. Não vamos aceitar calados essa falta de segurança no centro de Porto Alegre”.

Neste sábado, os artesãos pretendem repetir o protesto e coletarão assinaturas junto à população exigindo mais segurança no centro da capital.

Veja mais fotos do protesto na Praça da Alfândega:

(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

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