FESSERGS sugere que exonerações representam um caminho para as privatizações

189

sa tribuna popular 2O suposto descaso do governo com as iniciativas propostas pelos servidores e eventual ameça de demissão são vistas como uma desculpa para privatizações

A informação de que o governo Sartori esta no limite com os gastos de pessoal e a especulação que poderia, inclusive, exonerar funcionários públicos concursados deixou em alerta a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul. O presidente da entidade nem questiona a inconstitucionalidade do ato diante do direito a estabilidade e aproveita para advertir que as alternativas sugeridas pelos funcionalismo para gerar economia não foram atendidas. “Em vez do arrocho no serviço público, apontamos o caminho econômico para o Palácio Piratini e nenhuma das nossas propostas foi atendida. Seriam milhares de reais poupados se fossem cortadas as despesas de aluguéis de veículos e imóveis, por exemplo, entre outras medidas, mas nada foi acatado”, lamentou.

O suposto descaso do governo com as iniciativas propostas pelos servidores e eventual ameça de demissão são vistas como uma desculpa para privatizações. “Este é um sentimento que o governo quer criar na sociedade para abrir espaço para privatizações. É um terrorismo junto aos servidores, faz parte do desmonte da máquina pública proposto por esta gestão e a intenção é criar uma desculpa para privatizar e, ao mesmo tempo, diminuir o quadro pessoal”, analisou.

Deputados da base como Enio Bacci, do PDT, confirmaram que existe a possibilidade do governo exonerar funcionários concursados. Ele participou de um encontro com o governador, parlamentares aliados e representantes da cúpula do Executivo. “Se o Estado não alcançar, nos próximos oito meses, o equilíbrio entre a receita e a folha de pagamento, servidores concursados poderão ser exonerados”, revelou o trabalhista.

Entretanto, o secretário de Comunicação do governo gaúcho, Cleber Benvegnú, garante que não foi apresentado na reunião qualquer estudo prevendo corte de concursados. Segundo ele, apenas foi apresentado no encontro mecanismos relativos à Lei de Responsabilidade Fiscal, visto que o Estado se aproxima do chamado limite prudencial.

Todo este cenário provoca outra constatação que envolve diretamente a reposição de servidores. Aprovados em concursos para a Segurança Pública não devem ser chamados, a justificativa é de que não há recursos suficientes, hoje, para arcar com a folha em dia e, por isso, seria impossível engrossar o quadro pessoal.

Fonte:Voltaire Porto/Rádio Guaíba