Pacote para a Segurança

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17549516O Piratini está preparando pacote de projetos específicos para a área da Segurança. A intenção é realizar alterações que incentivem a permanência nos cargos e que valorizem as carreiras. As propostas serão encaminhadas à Assembleia ainda no primeiro semestre.

É grande a expectativa na cúpula do governo de que a escolha de Emerson Wendt como novo chefe da Polícia Civil traga resultados de curto prazo em função de sua atuação no Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).

Jogo de empurra serve para quem?

Não bastasse a crise na segurança no Estado, foi deflagrado tensionamento nas relações entre Executivo e Judiciário. Na prática, se estabeleceu um jogo de empurra. O capítulo mais recente se deu ontem, com divulgação de nota da Ajuris, no dia em que o secretário de Segurança, Wantuir Jacini, apresentou oficialmente Emerson Wendt, como novo chefe da Polícia Civil; e o coronel Andreis Silvio Dal’Lagonovo, como novo subcomandante da Brigada Militar. As trocas realizadas pelo governo são uma tentativa de reagir em alguns setores e minimizar índices recordes de criminalidade e o desgaste político atrelado ao cenário. Assinado pelo presidente da Ajuris, Gilberto Schäfer, o texto destaca preocupação da magistratura com manifestações de alguns agentes públicos, entre eles integrantes do alto escalão da Polícia Civil, “com o objetivo de desviar o foco das suas responsabilidades e atribuir ao Judiciário a causa pela crise da segurança”. A nota menciona que é atribuição do Executivo, através da Polícia “equipada e com capital humano valorizado, investigar com profundidade os crimes, especialmente os mais graves, levando à apreciação do poder Judiciário inquéritos bem instruídos e em tempo hábil” e cita ainda o sistema prisional superlotado. De fato, há por uma ala do governo, a avaliação de que parte da crise na segurança é de responsabilidade do Judiciário, em função de decisões que colocam criminosos nas ruas poucas horas após suas prisões. O que os gaúchos menos precisam, no entanto, é uma queda de braço institucional, um clima de caça às bruxas e de busca por culpados. A situação exige, além de recursos, que são inexistentes, no mínimo empenho, diálogo e união de esforços de instituições e lideranças.

CORREIO DO POVO