Falta de viaturas compromete audiências de presos no Presídio Regional de Pelotas

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Imagem de arquivo mostra fachada do Presídio Regional de Pelotas, na avenida Cristóvão José dos Santos, Cohab Tablada, Zona Norte de Pelotas; das três viaturas xadrez da unidade, apenas uma funciona (Foto: Divulgação DP)
Imagem de arquivo mostra fachada do Presídio Regional de Pelotas, na avenida Cristóvão José dos Santos, Cohab Tablada, Zona Norte de Pelotas; das três viaturas xadrez da unidade, apenas uma funciona (Foto: Divulgação DP)

Viaturas estão em falta no PRP

Das três que compõem a frota da unidade prisional no município, apenas uma está em funcionamento; para professora da UCPel, caso evidencia falta de politicas penitenciárias

Por: Giulliane Viêgas

A falta de viaturas para o transporte de presos do Presídio Regional de Pelotas (PRP) já provocou o cancelamento de 13 audiências marcadas em comarcas fora da cidade. Elas foram remarcadas para outras datas. Apenados que aguardam pela sessão há mais de sete meses continuam com o futuro judicial incerto. De acordo com diretor da casa de detenção, Fluvio Bubolz, dos três veículos apenas um está em funcionamento. Ele é usado para o translado de detentos que não necessitam sair do município.

Conforme Bubolz, um dos carros está estragado há cinco meses. O veículo apresenta problemas mecânicos ainda não identificados. De acordo com o titular da 5ª Delegacia Penitenciária Regional (DPR) Hamilton Fernandes, a viatura xadrez está em Porto Alegre e não tem previsão de conserto. Uma outra, encaminhada a Rio Grande, apresenta problemas na caixa de câmbio. O reparo, segundo o diretor do PRP, está avaliado em R$ 10 mil. No entanto, devido à falta de verba pelo governo do Estado, não há previsão para conserto.

Na próxima quinta-feira, (17) o administrador do PRP deve apresentar ao juiz da Vara Criminal de Pedro Osório, José Leonardo Valente, um projeto que solicita a quantia R$ 4 mil para o conserto de um dos veículos. “A situação é complicada. Não temos outras alternativas”, comentou Bubolz.

Para a professora da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), advogada e mestre em Ciências Criminais, Ana Cláudia Lucas, além do atraso nos processos, a falta de veículos para o transporte de presos prolonga prisões que não são definitivas. Para ela, a situação do PRP evidencia o caos da Segurança Pública e a falta de políticas penitenciárias. “A pessoa pode estar ali aguardando um caso que no fim acaba sendo absolvido. Justiça não se faz com injustiça. A situação é vergonhosa”, comentou.

De acordo o delegado da 5ªDPR, no Rio Grande do Sul, 100 viaturas xadrez estão inutilizadas. Na região são quatro: duas no Presídio Regional de Pelotas, uma na Penitenciária Estadual de Rio Grande e uma no Presídio Estadual de Santa Vitória do Palmar.

Diário Popular