JORNAL DA MANHÃ: Polícia Civil deve perder delegacias na região

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civilgREADEQUAÇÃO DA DELEGACIA REGIONAL

” Perdemos força no Estado”, diz delegado

A  26ª Delegacia Regional de Polícia, com sede em Ijuí, deverá passar por mudanças. Foi o que revelou o responsável pela Polícia Civil da região, delegado Ricardo Miron. Segundo Miron, uma adequação geográfica deverá gerar um desmembramento de algumas delegacias da região, resultando em um enxugamento na área de abrangência local, e uma “perda de força”, segundo as próprias palavras do delegado regional. As trocas, no entanto, não têm prazo para acontecerem.

Na manhã de ontem Ricardo Miron conversou com a reportagem do Grupo JM, e no bate—papo, revelou essa realidade. Segundo o delegado, a mudança consta em um estudo preliminar que indica a separação das delegacias de Condor. Panambi, Chiapeta e Inhacorá. A intenção é que respeitem os mesmos critérios geográficos do policiamento militar. “Há um estudo preliminar. Esta se adequando há mais de cinco anos e tem essa intenção de se fazer de acordo com os batalhões da Brigada Militar. A ideia é que Condor e Panambi passem a pertencer a regional de Palmeira das Missões, que a partir do batalhão, já atende ambas as cidades. Perderíamos Chiapeta e Inhacorá para a regional de Três Passos também pela mesma adequação de polícia militar”, explicou.

Para o delegado, chama a atenção os casos específicos de Condor e Panambi, que passariam a compor a regional de Palmeira das Missões, que somada as delegacias atuais, se tornaria uma “mega—delegacia”. “Palmeira ficaria muito grande, uma vez que atualmente já contabiliza Frederico Westphalen e se tornariam uma das maiores regiões policiais do Estado. Não sei como a secretaria faria no futuro”. Acrescentou. Para o Viés do delegado, há duas perspectivas a partir dessas alterações. “Pra nós, inicialmente, não é bom. Nossa região pode ser menor. Perdemos força no Estado.

A expectativa é que nos fiquemos enxutos e com esse trabalho, possamos fazer um controle mais detalhado. Se for assim, não queremos ter menos servidores e queremos, no mínimo, manter os serviços que temos hoje. Vamos analisar o que isso vai representar para a 26ª DPR”, concluiu.

Embora haja um protocolo e um estudo de mais de cinco anos no que diz respeito a essas alterações, o delegado garantiu que não existe um prazo ou uma data para esse processo ser efetivado.

EDIÇÃO DIA 20/03/2016

JORNAL DA MANHÃ