Presidente da OAB-RS afirma que segurança pública precisa de investimentos e contratações

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OABDisse que a ideia é cobrar ações do governo ações para acabar com a impunidade e reduzir os índices de violência na sociedade gaúcha

O presidente da OAB-RS, Ricardo Breier, disse que temos vários segmentos da sociedade civil com a total ausência de políticas públicas de segurança, sucateada e sem estrutura para trabalhar, dando a impressão que o governo Sartori agravou a situação deixando clara para a sociedade a falta de importância que este tema tem. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, na manhã desta quinta-feira, o dirigente destacou que o Estado tem que dar as condições mínimas para o exercício da cidadania e o governo tem que se posicionar sobre a realização de uma política de segurança, pois a situação como está gera um senso de impunidade, o que aumenta muito os índices de violência no Estado.

Ao ser questionado sobre formas de cobrar do governo a efetivação da segurança pública, Breier disse que a crise econômica nacional e estadual afetam os investimentos em segurança, mas disse não concordar que isso seja uma justificativa para que o Rio Grande do Sul sofra com a insegurança. Ele não quis adiantar as alternativas técnicas que a OAB-RS terá em mãos para fazer frente ao problema.

“Acho que o governo deveria apertar o cinto em outra área e deixar recursos para a segurança pública, pois se as coisas não podem ficar como estão”, disse. Para ele estamos deixando de falar em Saúde e Educação para dar prioridade ao tema Segurança Pública, que não pode mais esperar, pois o cidadão corre o risco de ser vitimado pela falta de iniciativa do Estado.

“Ainda que a Polícia Civil tenha déficit humano e instrumental e falta de investimentos, há resultados positivos, mas poderia estar muito mais envolvida no combate à criminalidade se houvesse mais apoio do Estado, que precisa ter sua parcela de participação”, destacou Breier.  Ele disse que a situação no IGP está complicada, pois há casos de investigações criminais com atraso de mais de dois anos e não cumprimento de perícias em razão das limitações físicas da entidade. Lembrou que hoje temos uma guerra pela disputa do tráfico em Porto Alegre e a preocupação hoje não é a seleção do tipo do crime (homicídio, tráfico, violência contra menor) e nada tem sido feito de forma preventiva ou efetiva para reduzir a impunidade.  Breier finalizou dizendo que a rede do tráfico está relacionada aos roubos de carros e latrocínios em todos os bairros da cidade, onde o crime permeia por todas as classes e segmentos, deixando a população insegura até para sair na rua.

Fonte:Rádio Guaíba