Projeto de lei contra informantes de blitze

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Capitão da BM alerta que os mais beneficiados por estes avisos são ladrões de carros, homicidas e traficantes
Capitão da BM alerta que os mais beneficiados por estes avisos são ladrões de carros, homicidas e traficantes

Projeto de lei federal do Detran ressalta prejuízo à segurança pública gerado por quem compartilha a localização policial

Em um momentos de crise, é necessária a união. Um velho conselho, cada vez mais utilizado por políticos. Porém, em diversos momentos da segurança pública o que se percebe é o contrário. Grupos de redes sociais e aplicativos para celular divulgam a presença policial, o que beneficia assaltantes e traficantes. Por esta razão o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul propôs uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CBT), para a tipificação dessa conduta como crime de trânsito, prevendo detenção de até dois anos.

A proliferação desta troca de informações é uma preocupação do 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (3º BPAT). “Muitas vezes, inocentemente, as pessoas de bem, fazem parte destes grupos e avisam barreiras ou a presença policial em algum bairro. Estes avisos prejudicam muito a nossa segurança pública. A quem interessa saber onde está a polícia? Ou onde tem uma barreira? Quem tem medo de encontrar policiais? São pessoas que tem problemas de tributo ou estão relacionados a crimes. Alguém que esteja carregando drogas, portando armas, conduzindo um carro roubado ou andando com uma vítima sequestrada. Estas são as pessoas mais beneficiadas em saber onde a polícia está”, aponta o capitão Diego Caetano, comandante da 1ª Companhia do 3º BPAT.

A proposta de projeto de lei federal, encaminhada pelo Detran/RS à Câmara dos Deputados, prevê detenção até dois anos ou multa para quem disseminar, divulgar ou difundir em redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, locais, datas e/ou horários de atividade de fiscalização de trânsito. A medida visa coibir a prática como a criminalização dessas condutas, mas também fornecerá suporte legal para as autoridades solicitarem a retirada desse tipo conteúdo dessas redes.

 Jornal Semanário