Até o final do ano, mais PMs devem se aposentar

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22854-320x0-4Publicada em 23/04/2016.
Dos quase três mil policiais militares que devem entrar para a reserva até o final deste ano, no Estado, pelo menos 200 deixarão os postos em 66 municípios atendidos pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO/Serra), com sede em Caxias do Sul e abrangência no Nordeste e Noroeste do Estado. O efetivo atual do comando é de 1.268 servidores, o que significa a redução de 16%.
A falta de efetivo foi um dos temas do encontro de ontem entre o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, e 60 comandantes dos batalhões de todo o Estado . Caxias do Sul, por exemplo, pode perder 40 PMs que estarão aptos a se aposentar até dezembro, ou cerca de 10% do contingente atual. No ano passado, 24 já tinham deixado a função.
Dos 537 policiais que já se desligaram no primeiro semestre no RS, 39 integravam o CRPO/Serra. Ainda que o comando da BM alegue que estratégias de inteligência contrapõem a falta de efetivo e o aumento da criminalidade, a tendência é de que cada vez mais municípios do interior fiquem sem policiais fixos. Hoje, comunidades menores já são atendidas por patrulhamentos integrados entre várias cidades, a exemplo de Flores da Cunha e Nova Pádua. Desde a metade do ano passado, os quatro policiais lotados em Nova Pádua passaram a atuar também em Flores da Cunha. Do aumento dos índices criminais, a Serra contabiliza o histórico número de 18 assaltos a bancos em pouco mais de quatro meses.
Segundo Ricardo Agra, secretário-geral da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (ABAMF), os pedidos de aposentadoria aumentaram muito no ano passado, em parte motivados pelo decreto do governo do Estado que suspendeu promoções e horas extras. Policiais que completavam 30 anos de serviço, por exemplo, recebiam um acréscimo de R$ 1,8 mil mensal para continuarem na atividade, benefício que não é mais concedido.
Em 2015, 2.199 policiais entraram para a reserva. Em 2014, foram 598. “Nunca na história da BM se viu tanta solicitação de aposentadoria. Esse decreto mostrou que a segurança pública não é prioridade. Não há horas extras, não há concurso interno”, desabafa Agra.
No Estado, também mais de 1,6 mil soldados aguardam promoção a 3º sargento, cujo aporte financeiro pode chegar a R$ 600 mensais. Mas a maior queixa é histórica: a falta de nomeação de novos policiais. Em fevereiro, 178 policiais militares temporários não tiveram seus contratos renovados e foram desligados. O mesmo número de servidores (139 PMs e 39 bombeiros) foi nomeado pelo Estado, mas só irão para as ruas em 2017, depois de passarem pela academia.
Dos quase três mil policiais militares que devem entrar para a reserva até o final deste ano, no Estado, pelo menos 200 deixarão os postos em 66 municípios atendidos pelo Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO/Serra), com sede em Caxias do Sul e abrangência no Nordeste e Noroeste do Estado. O efetivo atual do comando é de 1.268 servidores, o que significa a redução de 16%.
A falta de efetivo foi um dos temas do encontro de ontem entre o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, e 60 comandantes dos batalhões de todo o Estado . Caxias do Sul, por exemplo, pode perder 40 PMs que estarão aptos a se aposentar até dezembro, ou cerca de 10% do contingente atual. No ano passado, 24 já tinham deixado a função.
Dos 537 policiais que já se desligaram no primeiro semestre no RS, 39 integravam o CRPO/Serra.
Ainda que o comando da BM alegue que estratégias de inteligência contrapõem a falta de efetivo e o aumento da criminalidade, a tendência é de que cada vez mais municípios do interior fiquem sem policiais fixos. Hoje, comunidades menores já são atendidas por patrulhamentos integrados entre várias cidades, a exemplo de Flores da Cunha e Nova Pádua. Desde a metade do ano passado, os quatro policiais lotados em Nova Pádua passaram a atuar também em Flores da Cunha. Do aumento dos índices criminais, a Serra contabiliza o histórico número de 18 assaltos a bancos em pouco mais de quatro meses.
Segundo Ricardo Agra, secretário-geral da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (ABAMF), os pedidos de aposentadoria aumentaram muito no ano passado, em parte motivados pelo decreto do governo do Estado que suspendeu promoções e horas extras. Policiais que completavam 30 anos de serviço, por exemplo, recebiam um acréscimo de R$ 1,8 mil mensal para continuarem na atividade, benefício que não é mais concedido.
Em 2015, 2.199 policiais entraram para a reserva. Em 2014, foram 598. “Nunca na história da BM se viu tanta solicitação de aposentadoria. Esse decreto mostrou que a segurança pública não é prioridade. Não há horas extras, não há concurso interno”, desabafa Agra.
No Estado, também mais de 1,6 mil soldados aguardam promoção a 3º sargento, cujo aporte financeiro pode chegar a R$ 600 mensais. Mas a maior queixa é histórica: a falta de nomeação de novos policiais. Em fevereiro, 178 policiais militares temporários não tiveram seus contratos renovados e foram desligados. O mesmo número de servidores (139 PMs e 39 bombeiros) foi nomeado pelo Estado, mas só irão para as ruas em 2017, depois de passarem pela academia.

JORNAL DA MANHÃ