“Há todo um trabalho de inteligência”, diz responsável por segurança na Olimpíada sobre ameaça terrorista

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Gaúcho trabalha desde antes da Copa 2014 na segurança de megaeventos Foto: Caue Fonseca / Agencia RBS
Gaúcho trabalha desde antes da Copa 2014 na segurança de megaeventos
Foto: Caue Fonseca / Agencia RBS

Andrei Rodrigues, secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, evita comentar confirmação da Abin de que Brasil poderia ser alvo do Estado Islâmico, mas diz que troca de informações é constante

Secretário de Segurança para Grandes Eventos, Andrei Rodrigues garante que a ameaça do Estado Islâmico, confirmada pela Abin, não altera o planejamento do Brasil para garantir Olimpíadas livres de atentados terroristas. Responsável pela segurança da Copa do Mundo e da Olimpíada, Andrei preferiu não comentar a informação da agência, porém assegura que a preparação brasileira serve de referência internacional, ele aposta na cooperação com outros países, acostumados a enfrentar ameaças de ataques, para encerrar os Jogos com sucesso.

Preocupa a ameaça de ataque terrorista do Estado Islâmico, confirmada pela Abin?

Nossa política é não comentar esse tipo de afirmação, cada órgão tem suas atribuições. Na secretaria, trabalhamos em um plano de segurança para os jogos. Há todo um trabalho de inteligência, de cooperação internacional para identificar riscos e garantir a segurança dos Jogos. Estamos em contato permanente com autoridades internacionais.

A ameaça do Estado Islâmico é óbvia em virtude da dimensão das Olimpíadas?

Repito, que não é a nossa política comentar esses casos. A Abin tem suas missões dentro de todo planejamento que envolve a Olimpíada. A área de inteligência dos Jogos é conduzida por nós, na secretaria, com atuação da Polícia Federal. Esse tipo de caso não altera o nosso trabalho. Continuamos com o planejamento, com as ações de inteligência, mapeamentos, troca de informações com órgãos de inteligência de diferentes países com experiência no combate ao terrorismo.

Em vídeo, a análise de Guilherme Mazui sobre a “escorregada” da Abin:


Haverá alguma ação especial para evitar ataques ou ação de um lobo solitário?

Acompanhamos situações recentes, como Bruxelas, Paris e Boston. As Olimpíadas são complexas, envolvem muitos países com riscos e conflitos distintos. Haverá um grupo dedicado ao combate ao terrorismo, com agentes especializados na área, que recebem informações da nossa cooperação internacional. Na Copa, por exemplo, as autoridades argentinas auxiliaram com a relação dos barra bravas. Esse trabalho prossegue nas Olimpíadas.

O país tem condições de repetir nas Olimpíadas o sucesso da segurança na Copa?

O Brasil já demonstrou que tem condições de realizar grandes eventos, como Copa das Confederações e Copa do Mundo. Com o histórico recente, o Brasil virou referência internacional na área. Estamos trabalhando para garantir um evento com segurança para toda família olímpica.

* Zero Hora