Parcelamentos dos salários dos servidores prejudicam vendas no comércio gaúcho

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Representantes dos lojistas e supermercadistas apontam recuo nos negócios de, no mínimo, 8% | Foto: Arthur Puls / CP Memória
Representantes dos lojistas e supermercadistas apontam recuo nos negócios de, no mínimo, 8% | Foto: Arthur Puls / CP Memória

Representantes dos lojistas e supermercadistas apontam recuo nos negócios de, no mínimo, 8%

Os constantes parcelamentos e atrasos dos salários dos servidores estaduais feitos pelo governador José Ivo Sartori estão prejudicando as vendas no comércio gaúcho. Representantes dos lojistas e supermercadistas apontam recuo nos negócios de no mínimo 8%. Os parcelamentos atingem funcionários ativos, inativos e pensionistas do Poder Executivo, além dos funcionários de autarquias.

O presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, afirmou que a participação dos funcionários tanto na Capital quanto na região Metropolitana de Porto Alegre representa 20% do faturamento dos estabelecimentos comerciais. “Nos últimos meses, percebemos que os servidores do Executivo estão comprando menos”. Segundo Noer, os servidores estão evitando realizar compras parceladas porque não sabem quando vão receber os seus vencimentos.

O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, explicou que a representatividade do funcionalismo público estadual nas vendas varia muito de região para região, mas em média, quando ocorre o atraso ou o parcelamento nos pagamentos dos funcionários públicos, acontece um reflexo negativo de cerca de 8% nas vendas do setor supermercadista gaúcho.

O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, disse que ocorreu um impacto nas vendas de aproximadamente 8% em razão do parcelamento ou atraso dos salários dos servidores estaduais. “O funcionário público fica com receio de realizara compras de longo prazo porque não sabe se vai receber em dia”. Segundo Kruse, os servidores públicos estão consumindo o extremamente necessário em um momento de crise das finanças.

CORREIO DO POVO