Sem manutenção, viaturas paradas

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Sem o devido investimento, viaturas seminovas acumulam no quartel e presença policial nas ruas diminui - Créditos: Leonardo Lopes
Sem o devido investimento, viaturas seminovas acumulam no quartel e presença policial nas ruas diminui – Créditos: Leonardo Lopes

Pelo menos 10 veículos do 3º BPAT estão fora de operação pela falta de recursos para revisão preventiva e consertos

Enquanto os índices de criminalidade crescem exponencialmente em Bento Gonçalves, os recursos para a segurança pública escassam. Além do noticiado parcelamento de salários dos servidores, o 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (3º BPAT) sofre com a falta de investimento para manutenção de suas viaturas. Pelo menos 10 veículos estão fora de ação. Alguns estão parados há mais de seis meses. Prejuízo para a comunidade que vê menos policiais nas ruas e precisa esperar um tempo maior quando precisa da Brigada Militar (BM).

Há menos de dois anos, a frota do 3º BPAT era elogiada como uma das melhores do Rio Grande do Sul. Porém, os recursos municipais, tanto da Prefeitura quanto da iniciativa privada, cessaram diante da crise financeira. “Era este apoio da Fundação Consepro que mantinha as viatura em condições. Como, a partir de setembro do ano passado, nenhum valor mais foi autorizado para fins de conserto e manutenção, são, então, cinco meses nesta condição limitada”, explica o capitão Reni Onírio Zdruikoski, subcomandante do 3º BPAT.

Destas 10 viaturas fora de ação, três são em decorrência de acidentes de trânsito durante serviço e sete de problemas mecânicos em razão do uso. A manutenção da frota da BM é uma responsabilidade do Governo Estadual, porém, há anos, a corporação sofre com a escassez de recursos. “Não é possível realizar uma manutenção preventiva, como os motoristas costumam fazer em seus automóveis particulares. O 3º BPAT atende 25 municípios em uma extensa área territorial. Mensalmente, recebemos do Estado em torno de R$ 9 mil para atender a todos. É um valor que não atende nem metade da nossa demanda e as viaturas, aos poucos, estão ficando fora de ação”, lamenta o capitão Zdruikoski.

O presidente da Fundação Consepro, Geraldo Leite, confirma as dificuldades de captação de recursos na Capital do Vinho. “Esta crise financeira que aflinge a todos. Os colaboradores que tínhamos, recuaram. Está mais dificil a captação de dinheiro. A Prefeitura também passou por um período não muito bom, com determinados atrasos no Policiamento Comunitário e em repasses de verbas. O prefeito (Guilherme Pasin) sempre foi um parceiro e temos conversas com a Câmara de Vereadores, estamos tentando jogar com os números. Procuramos um aporte financeiro específico para o conserto destas viaturas”, explica.

Jornal Semanário