Apesar de alta no número de assaltos, Pelotas fica sem novos PMs no RS

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Comando anunciou que nenhum dos 207 novos policiais vão para a cidade.
Necessidade de efetivo é em todo o estado, diz comandante do 4º BPM.

Do G1 RS

A diminuição no policiamento ostensivo causa preocupação em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul. Apesar dos pedidos de aposentadoria de PMs e do aumento no número de assaltos a residências e pedestres, o Comando da Brigada Militar anunciou que nenhum dos 207 novos policiais serão destinados à cidade e aos demais municípios da região.
“Eles entraram pra suprir a saída dos PMs temporários. E sem nenhuma vinda para Região Sul, com certeza isso é critério de bastante preocupação”, lamenta o diretor da Associação de Cabos e Soldados de Pelotas (ACSJAR).
A nomeação de novos policais foi uma medida para tentar amenizar a defasagem de 50% da corporação em todo o estado. Um levantamento da entidade de Pelotas aponta que, somente neste ano, 20 PMs foram para reserva em pelotas e outros nove aguardam aposentadoria ainda este mês.
“A necessidade de efetivo é em toda a Brigada, em todo estado. Não é pontual aqui em Pelotas. O que eu tenho é que fazer, e estou procurando fazer, o melhor possível com as pessoas que nós temos pra trazer segurança pra nossa cidade”, disse o comandante 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Eduardo Perachi.
A Brigada Militar intensificou as abordagens na cidade. Já fez, neste ano, 1.134 prisões e apreendeu 127 armas. Neste período, foram registrados 93 assaltos ao comércio, menos que no ano passado. No entanto, houve também 32 assaltos a residências e 977 assaltos a pedestres, números superiores na mesma comparação.
“Há uns 20 anos atrás se via policiais nas calçadas, hoje não se vê mais”, disse a comerciária Vilma dos Santos.
O aposentado Solanos de Oliveira acredita que a cidade deveria ter mais policiais. “A população aumentou muito. Então essa relação teria que ter acompanhado eu creio que está deficiente o efetivo”, observou.
Após ter sido assaltada 16 vezes, a comerciante Elodina Vargas colocou grades ao redor do estabelecimento, e abre cada vez que um consumidor entrar. “O cliente entra e a gente fecha, atende ele, olha para os dois lados a abre, e ele vai embora. Não dá pra manter aberto de porto alegre jeito nenhum”, afirma.