Diretores de 10 presídios pedem demissão coletiva

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17517575Documento foi encaminhado à Susepe, que ainda não se manifestou sobre o assunto

Por: Karina Sgarbi / Especial

ZERO HORA

Os diretores de 10 presídios gaúchos pediram demissão em carta coletiva entregue na tarde desta quinta-feira à Superintendência dos Serviços Penitenciários do Estado (Susepe). O documento apresenta como justificativa para o pedido a “inviabilidade total de gestão”, ocasionada pela falta de recursos — humanos, materiais e financeiros — e que extrapola os “limites legais e racionais de segurança”. A Susepe ainda não se manifestou sobre o assunto.

Assinam a carta os diretores do Presídio Estadual de Taquara, Instituto Penal de Novo Hamburgo, Instituto Penal de São Leopoldo, Instituto Penal de Canoas, Instituto Penal de Montenegro, Penitenciária Modulada de Montenegro, Penitenciária Modulada de Osório, do Anexo da Penitenciária Modulada de Osório, Penitenciária Estadual de Canoas e Presídio Feminino de Torres. Além dos diretores destas unidades, também assinam a carta o delegado responsável pela 1ª Região Penitenciária e o delegado substituto da área.

Conforme a carta, os cargos foram colocados à disposição para que, em prazo de 30 dias, caso não haja solução para os problemas apresentados, sejam substituídos. Entre as dificuldades para o trabalho destacadas no documento, estão a falta de funcionários e o corte de horas extras.

Conforme o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado (Amapergs), Flávio Berneira, a mesma medida deve se repetir em outras casas prisionais do Estado.

— Isso reflete a nossa manifestação de hoje (quinta-feira) pela manhã, na medida em que nós estávamos há bastante tempo denunciando a precariedade e sobretudo a falta de servidores da Susepe. Está provado que o Estado precisa urgentemente voltar a investir na Susepe. O déficit de funcionários é de 3 mil.

Ele afirma também que o fato é inédito na história do órgão, e que as consequências da medida ainda não foram avaliadas.

 — Os presídios ficarão sem diretores, sem comando, e não há como trabalhar assim. É algo que nunca aconteceu.