Efetivo da Força Nacional chega à sede do 9º BPM, na Capital

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20884609Tropa federal vai atuar em Porto Alegre, integrado a PMs da Operação Avante

Vindos do Rio de Janeiro em 30 viaturas, os agentes da Força Nacional de Segurança (FNS) chegaram a Porto Alegre, perto das 17h, e desembarcaram na sede do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no bairro Praia de Belas. O efetivo é recebido pelo comandante da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas. Amanhã, o grupo vai fazer um reconhecimento da cidade a fim de que comece, efetivamente, a trabalhar nas ruas a partir de terça. De acordo com o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Mário Ikeda, a FNS vai atuar principalmente em áreas com maior incidência de roubos na Capital.

Fazem parte do grupo cerca de 120 homens – número deve subir nos próximos dias. Em discurso na Expointer no sábado, o governador José Ivo Sartori adiantou que são esperados pelo menos 150 agentes trabalhando no Rio Grande do Sul.

O governo alterou a estratégia inicial de colocar a Força Nacional nos presídios e definiu que os militares vão trabalhar junto às equipes da Operação Avante, da BM, no policiamento ostensivo da Capital. “Nós solicitamos que fosse para guarda externa dos presídios, mas pelo contingente existente, após ter tratado com Brigada Militar, decidimos não tirar toda a nossa tropa de choque. Portanto, eles (Força Nacional) vão atuar junto com os brigadianos, um a um”, explicou Sartori.

Sartori não soube precisar o período em que a Força Nacional vai atuar em solo gaúcho. No entanto, frisou que o pedido representa uma primeira etapa de ações junto ao Ministério da Justiça. Na próxima segunda-feira, o titular da Pasta, Alexandre de Moraes, se reúne com o governador em Porto Alegre.

Força Nacional vai atuar somente em Porto Alegre

O subcomandante geral da Brigada Militar, coronel Andrei Sílvio Dallago, afirmou no sábado que o efetivo de 120 policiais da Força Nacional de Segurança vai atuar somente em Porto Alegre. Eles se juntarão aos cerca de 400 homens que fazem parte da Operação Avante.

“A Força Nacional atua em situação de exceção. Foi ofertada diante da situação que estamos, com capital humano bem aquém do que necessitamos”, afirmou Dallago em entrevista para a Rádio Guaíba. “Estamos com defasagem de efetivo”, reconheceu.