GAÚCHA: Entidade que representa PMs diz que RS “não precisa de secretário da Segurança”

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Servidores da área da segurança pública organizam atos a partir de amanhã (1º) Foto: Paulo Rocha /Rádio Gaúcha
Servidores da área da segurança pública organizam atos a partir de amanhã (1º)
Foto: Paulo Rocha /Rádio Gaúcha

Sindicatos de servidores da área da segurança pública divulgaram manifesto após novo parcelamento de salários

Nove entidades que representam servidores da área da segurança pública do Rio Grande do Sul divulgaram nesta quarta-feira (31) manifesto após nova confirmação de parcelamento de salários. O grupo – integrado por policiais militares, civis, federais, bombeiros, servidores da Susepe e peritos – promete novas manifestações nesta quinta-feira (1º).

Entre uma das medidas anunciadas, está a paralisação de atividades em delegacias e presídios por 15 horas. Segundo o Sindicato dos Inspetores, Escrivães e Investigadores de Polícia (Ugeirm), apenas casos graves serão atendidos. Também não deverá ocorrer o acompanhamento de operações policiais.

A exoneração do secretário da Segurança Pública Wantuir Jacini foi tema da conversa entre os representantes. Para o presidente da associação de servidores de nível médio da Brigada Militar (Abamf), não cabe à entidade sugerir perfil de um novo secretário. Leonel Lucas defendeu, inclusive, a extinção da função.

“A gente não precisa de secretário da Segurança no Rio Grande do Sul. O que precisamos é de um governador que entenda de segurança pública, e não fuja de suas funções”, defende Lucas.

Da parte do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul, a entidade defendeu a ida a Brasília. Conforme o presidente do sindicato, Ubiratan Sanderson, é necessário pressionar o Ministério da Justiça para a liberação de recursos.

Já a presença da Força Nacional dividiu críticas e elogios. Para os sindicalistas, a chegada do contingente ajuda, mas é insuficiente.

“A Força Nacional, com todo o respeito, é bem-vinda. Mas vem tarde e não resolve o problema. São cento e trinta e poucos colegas da Polícia Militar de todo o Brasil, o que significa em torno de apenas 30 pessoas por turno”, afirma Flávio Berneira, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários.

Conforme dados divulgados em documento conjunto, a falta de policiais militares atingiu uma marca histórica. O déficit chega a 50%, com um efetivo 5% menor ao de 30 anos atrás. Já a Susepe informa contar, hoje, com apenas um agente para cada 12 presos, contra um para cada cinco que seria o ideal.

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