CORREIO DO POVO: Um novo futuro começa agora

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Por José Ivo Sartori

Crises financeiras e econômicas são como doenças graves: podem ser enfrentadas e curadas, desde que haja diagnóstico e tratamento adequados. Acura não é instantânea nem resultado de uma receita mágica. Quase sempre causa desconforto.Mas não ocorre sem responsabilidade e soluções viáveis. Agrave doença enfrentada pelo Estado gaúcho já está bem diagnosticada: o governo gasta mais do que arrecada. E, comisso,não consegue oferecer,na quantidade e qualidade desejáveis, os serviços mais essenciais. Até mesmo o salário dos servidores é pago com dificuldades. Isso fez esgotar a capacidade de investimento, bem como de endividamento. As velhas soluções já não se aplicam mais. Ora, ninguém tem mais dúvida de que um ciclo se fechou e outro, de uma nova esperança, precisa começar agora. Qual é o caminho para isso? A resposta está na compreensão de quais são as nossas prioridades e de que tamanho de Estado a sociedade suporta e aceita pagar. É diante dessa importante decisão que estará a Assembleia Legislativa nos próximos dias. Nossa proposta é muito clara: priorizar saúde, segurança, educação, infraestrutura e programas sociais. Para isso acontecer, precisamos modernizar o Estado e recuperar as finanças públicas. Não é o discurso fácil que vai resolver os nossos problemas. Também não serão as brigas do passado, as rivalidades, os interesses corporativos, os padrões  políticos defasados, as galerias que nem sempre correspondem ao sentimento do povo. Oque vai resolver éter atitude política, é promover a mudança, éter verdadeiro compromisso com o futuro. E isso a história mostra que nunca faltou ao nosso Rio Grande do Sul. Estamos diante de um marco histórico. Mudar, construindo uma nova esperança, ou deixar tudo como está, sob o manto do comodismo e do conformismo. Mudar, construindo o equilíbrio e um novo Estado, ou deixar tudo como está, conduzindo os serviços públicos essenciais a uma condição cada vez mais próxima do colapso. As palavras e as medidas são duras. Sei o preço político e pessoal que isso tem. Mas é a transparência que nos move. Não faço isso por mim, pelo meu partido, pelo meu governo ou por interesses circunstanciais.Também não faço contra qualquer setor. Os sacrifícios precisam ser compartilhados. Faço porque sei que é o melhor para o bem comum. Porque me elegi com um único compromisso: fazer oque precisa ser feito. Faço pelos nossos filhos, netos e gerações futuras. Faço, repito,pelo futuro do Rio Grande. O Plano de Modernização do Estado é a oportunidade concreta para começarmos a construir este novo futuro para o Rio Grande do Sul. Só com um novo modelo de Estado conseguiremos responder ao que a sociedade realmente precisa. É hora de mudar. E a hora é agora, sem mais esperar. Precisamos estar juntos, todos pelo Rio Grande.

governador do Estado